Ministério Público discute melhorias no Hospital Getúlio Vargas

O Ministério Público do Piauí (MPPI) promoveu audiência nessa quinta-feira (26), para dar continuidade ao debate sobre melhorias no setor de transplantes renais no Hospital Getúlio Vargas (HGV).

Segundo o MPPI, a reunião é uma iniciativa da 12ª Promotoria de Justiça de Teresina, especializada na defesa da saúde pública, e do seu representante legal, o promotor de Justiça Eny Marcos Pontes.

Na audiência, o promotor Eny Pontes reiterou alguns pontos debatidos durante a reunião do dia 27 de julho. Ele afirma que é necessário campanhas educativas e ressalta que a Secretaria de Saúde do Piauí não tem informado sobre a importância da doação de órgãos.

“Existe um projeto de iniciativa da Central de Transplantes e a Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (SESAPI) não deu continuidade na execução, sendo que o Setembro Verde, mês que ressalta a importância da doação de órgãos para salvar vidas, está se aproximando”, destacou.

A coordenadora da Central de Transplantes do Piauí, Maria de Lourdes Veras, pontuou que desde 2018, o objetivo é criar uma campanha vasta e massificada sobre o assunto.

“Temos dificuldade de manter potenciais doadores no HGV. Temos uma infraestrutura boa, uma equipe treinada e condições para atender o público, mas precisamos conscientizar a população e intensificar isso”, disse.

De acordo com o MPPI, os representantes da Sesapi não estiveram presentes para prestar esclarecimentos sobre a pauta, apesar de notificados. 

Ainda segundo o órgão ministerial, outro ponto debatido foi sobre a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos para Transplante do HUT. Na audiência passada, foi acordado que a direção do hospital, no prazo de 30 dias definiria o espaço físico, fluxo de atendimento e comissão e em resposta, a Diretora da Assistência Hospitalar da FMS, Fátima Garcez,  informou que nos próximos dias haverá uma definição e funcionamento dessa comissão.

Conforme o Ministério, durante a audiência também foi debatida a implantação do procedimento de plasmaférese, uma vez que o Piauí não realiza tal tratamento, sendo necessário o transporte de pacientes para outros estados. 

Outras pautas solucionadas

Segundo o MPPI, a direção do HGV e a Diretoria da Regulação Municipal, adotaram medidas para facilitação dos exames laboratoriais e de imagem para pacientes pré e pós-transplante. Houve disponibilização de profissionais de nutrição e psicologia do Hospital Getúlio Vargas para os pacientes que precisam de acompanhamento, que era uma demanda da Associação dos pacientes Renais crônicos do Estado do Piauí (APREPI).

Fonte: www.viagora.com.br/noticias/ministerio-publico-discute-melhorias-no-hospital-getulio-vargas-90820.html