Juíza argentina é flagrada na cadeia beijando preso que matou o filho e policial

Foto: YouTube e Televisa

Um caso insólito tornou-se um verdadeiro escândalo nacional na Argentina. A juíza Mariel Suárez, da cidade de Comodoro Rivadavia, na Província de Chubut, na Patagônia, foi flagrada numa tórrida cena com carícias e beijos na boca com um preso condenado a duas prisões perpétuas por ter matado o próprio filho bebê e um policial. O caso ocorreu dentro do centro penitenciário, na área reservada ao encontro entre magistrados e detentos.

A juíza já havia sido punida e perdido o cargo em 2013, após ser acusada de libertar presos por meio de ligações telefônicas e de emitir resoluções escandalosamente prejudiciais a menores vítimas de abusos sexuais. Após uma longa batalha nos órgãos internos do Judiciário argentino, ela conseguiu recuperar a função e inclusive participou do julgamento de Cristian Bustos, o homem que ela aparece beijando, um criminoso de alta periculosidade que havia matado o próprio filho, aos 9 meses, quebrando sua coluna, e que depois ainda matou um policial argentino e baleou um agente chileno quando esteve foragido no país fronteiriço.

No júri de Bustos, seu affair, em 22 de dezembro, ela chegou a votar em discordância com a pena de prisão perpétua, sugerindo uma punição mais leve para o assassino. Uma semana depois, em 29 do mesmo mês, ela foi flagrada “aos amassos” com o bandido na área restrita da penitenciária.

A justificativa

Mariel Suárez tentou explicar as absurdas cenas gravadas pelas câmeras de segurança da prisão de Comodoro Rivadavia. Ela deu algumas voltas, se enrolou, mas garantiu que estava ali por razões profissionais, não como juíza, e sim porque estaria escrevendo um livro sobre a história do condenado.

“Eu sou uma juíza criminal, mas também sou uma pessoa e não sou burra. Sei que nos locais de detenção existem câmeras, porque além disso faço visitas constantemente. Então, não vou me expor com algo que não é verdade. O meu motivo é um motivo de trabalho, mas não tem a ver com a minha função de juíza. Estou escrevendo um livro sobre sua história”, declarou a magistrada, de forma confusa.

O bizarro romance entre uma autoridade togada e um bárbaro assassino deve botar um ponto final na carreira de Mariel. Segundo a imprensa argentina e os especialistas em Direito da nação vizinha, provavelmente o poder Judiciário a expulsará dos seus quadros, sobretudo por ela ser reincidente em outros casos de extrema gravidade.

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Revista Fórum