Lula e Dilma se reúnem com vice da Colômbia, Francia Márquez, feminista antirracista

Foto: : Reprodução/Twitter Francia Márquez

Recentemente eleita na chapa de esquerda encabeçada por Gustavo Petro, Francia vem ao Brasil e conversa com ex-presidentes sobre integração da América do Sul

vice-presidenta da Colômbia, Francia Márquez, tem compromissos políticos no Brasil nos próximos dois dias. Ela se reunirá com os ex-presidentes Lula (PT) e Dilma Rousseff (PT).

Nesta terça (26), Francia se encontrará às 11 horas Dilma. A partir das 15 horas, ela terá agenda com Lula, na sede da Fundação Perseu Abramo, em São Paulo.

O tema central das conversas será a criação de mecanismos de integração da América do Sul.

Em sua passagem pelo Brasil, Francia também vai se reunir com Nilma Gomes, ex-ministra das Mulheres, Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, com representantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e do Movimento Negro.

Militante do meio ambiente e feminista antirracista, Francia Márquez é considerada um fenômeno da política colombiana. Recentemente, foi eleita vice-presidenta na chapa de esquerda encabeçada por Gustavo Petro, em eleições históricas.

Francia nasceu em La Toma Suárez, região de Cauca, no Oeste da Colômbia, e começou a ganhar destaque na cena política local ao denunciar a mineração ilegal do ouro, que afeta o ecossistema do Rio Ovejas e mais de 250 mil pessoas de sua comunidade.

Em 2018, Francia convocou um ato que lhe renderia o Prêmio Ambiental Goldman 2018 (conhecido como Nobel Ambienta): Ela convocou 80 mulheres de sua região e, juntas, caminharam por dez dias e cerca de 350 quilômetros até Bogotá. O ato tinha por objetivo fazer com que as autoridades “ouvissem” as demandas do movimento.

Conheça as bandeiras defendidas por Francia

Conhecida por ter uma retórica contundente e direta, Francia Márquez tem como bandeiras prioritárias o fim da desigualdade econômica das mulheres, a descriminalização do aborto, presença do Estado em regiões periféricas, luta para erradicar o racismo estrutural e pela preservação do meio ambiente e da “mãe terra”, com ela costuma dizer.

“Cresci com essas visões de colonialismo, racismo, violência armada, violência estrutural, mas também com a resistência de minha mãe, minha avó, que não aprendeu a ler uma carta, mas que sempre nos ensinou que o importante é cuidar da vida e ver o território como um patrimônio ancestral”, declarou Francia.

Fonte: Revista Fórum

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