Argentina: reajuste do salário mínimo de 52,78% repõe perdas com inflação – Hora do Povo

Presidente Fernández anuncia reajuste na sessão do Conselho de Salário (Resumen Latino)

Governo argentino, centrais sindicais e assoaciações empresariais fecham acordo para reajuste escalonado de 52,78% até fevereiro de 2022

O Salário Mínimo, Vital e Móvel (SMVM) dos argentinos foi reajustado – de forma escalonada até fevereiro de 2022 – em 52,78%, um aumento que permitirá a valorização dos ganhos acima do IPC em 2%, já este ano, caso a inflação mensal se mantenha no patamar atual, ou seja, em até 2,5%, afirmou um estudo da Central de Trabalhadores da Argentina (CTA).

Segundo o informe, durante o governo de Mauricio Macri, os salários dos trabalhadores perderam 25% em relação à inflação, enquanto no ano passado, em meio à crise provocada pela pandemia, foram perdidos outros 8%.

Agora, após um amplo debate, o governo nacional, as centrais sindicais e as entidades empresariais acordaram aumentar o SMVM em 52,78% até fevereiro de 2022. Aprovado em sessão do Conselho do Salário, o incremento foi decidido pela primeira vez de forma unânime pelos 32 representantes de todos os segmentos.

A valorização alcançará diretamente a mais de um milhão de trabalhadores e pessoas beneficiárias de programas sociais como o Promover o Trabalho e Acompanhar, do Ministério das Mulheres, Gênero e Diversidade.

Estiveram presentes no encontro o presidente Alberto Fernández, que dirigiu a sessão; o chefe de Gabinete, Juan Manzur, e os ministros do Trabalho, Claudio Moroni; da Economia, Martín Guzmán; de Desenvolvimento Produtivo, Matías Kulfas, e de Desenvolvimento Social, Juan Zabaleta; além da secretaria Legal e Técnica, Vilma Ibarra, os dirigentes da Central Geral dos Trabalhadores (CGT), Héctor Daer; da CTA, Hugo Yasky, da CTA Autônoma, Ricardo Peidro, e da União Industrial da Argentina (UIA), Daniel Funes de Rioja, representante dos empresários.

“Claramente estamos cumprindo com a palavra do presidente Fernández de que os valores dos salários sejam reajustados e cresçam acima da inflação”, afirmou o ministro do Trabalho, Claudio Moroni.

Para o chefe de Gabinete da Presidência, Juan Manzur, o aumento do SMVM “fala da decisão política do nosso governo de avançar na direção de fechar lacunas e seguir avançando na direção do aumento desse salário, conforme havia sido anunciado”.

“É um dia muito importante”, afirmou Manzur, destacando que o resultado vitorioso “tem a ver com o fruto do trabalho de tempo, reuniões e encontros”. “É preciso destacar o consenso que se conseguiu dos 32 membros que integram este conselho, que todos deram sua aprovação para este novo montante”, acrescentou.

Em abril deste ano o Conselho do Salário havia acordado um aumento de 35% em sete meses e que o mínimo chegaria a 29.160 pesos em fevereiro do ano que vem. No entanto, em julho – e devido à alta inflação -, foi necessário o adiantamento por decreto do aumento salarial para setembro, para evitar mais perdas aos trabalhadores.

O acordado define para este ano que o SMVM seja elevado para 31.104 pesos em setembro, um aumento de 9%; para 31.938 pesos em outubro (aumento de 4%) e, finalmente, para 32.616 pesos em fevereiro de 2022 (3% de aumento).

Fonte: horadopovo.com.br/argentina-reajuste-do-salario-minimo-de-5278-repoe-perdas-com-inflacao