Pode tamanha crueldade, Diário? Quem eles pensam que são? Eu?

Diário, a coisa tá preta. Ou marrom, sei lá. Esperava que as pessoas ficassem com pena de mim porque eu fui internado. Mas que nada! Pois tá todo mundo comemorando nas redes antissociais. Olha, o meu negócio é bancar o “Super-Homem Coitadinho”. Ou seja, , noutra eu tô no hospital sofrendo. Mas parece que a parte do “coitadinho” não tá mais comovendo o pessoal.

Então, olha aqui uma dúzia de frases que eu peguei na internet, só dando uma olhadela rápida:

“O intestino já tá preso, só falta o resto.”

“Primeiro o cara emenda o feriado, depois mete um atestado no primeiro dia de trabalho, tem que botar no olho da rua!”

“Por que não chamam a doutora Nise e o Osmar Terra pra cuidar dele?”

“A Dilma, com câncer, andava de bicicleta; ele, com cocozinho preso, vai pro hospital.”

“Deviam abrir consulta pública pra decidir se operam ou não.”

“Se ele morrer, morreu. Quer que eu faça o quê? Não sou rotorruter.”

“O cara tava @ndo e andando pras enchentes na Bahia. Agora não faz uma coisa nem outra. Praga de baiano não tem erro.”

“Tá meio repetitiva essa segunda temporada de A Fakeada.”

“Ele é tão vagabundo que nem seu intestino gosta de trabalhar.”

“Se ozônio retal não der jeito nisso, chama o Aristides.”

“O médico dele voltou num voo que custa entre R$ 340 mil e R$ 680 mil. Por que não trata no Prevent Senior?”

“Só assim pra gente ter certeza de que ele vai ficar um dia ser fazer mer…”

E uma última: “Não vou no enterro dele porque quem enterra cocô é gato.”

Pode tamanha crueldade, Diário? Pode? Quem eles pensam que são? Eu?

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Fonte: www.redebrasilatual.com.br/blogs/diario-do-bolso/2022/01/lado-coitadinho-tamanha-crueldade