“Bolsonaro e seguidores são responsáveis pelo morticínio de mais de 600 mil”, afirma Raul Carrion – Hora do Povo

Brasil completou mais de 600 mil mortos pela Covid-19 esta semana. Foto: Sílvio Avila – AFP

O historiador e ex-deputado estadual no Rio Grande do Sul, Raul Kroeff Machado Carrion, lamentou os mais de 600 mil brasileiros mortos pela Covid-19 no Brasil, na última sexta-feira (8), em artigo, “Esse genocídio tem responsáveis! Eles têm que pagar por isso!”.

Ex-deputado Raul Carrion (PCdoB)

“Fica cada vez mais claro que Bolsonaro e seus seguidores – ao defenderem a “imunidade de rebanho”, incitarem ao uso de medicamentos comprovadamente ineficazes, combaterem o uso de máscaras e o isolamento social, boicotarem a aquisição de vacinas confiáveis (inclusive com fins de corrupção) e estimularem pesquisas macabras e criminosas como as da Prevent Senior – têm uma responsabilidade determinante nesse morticínio”, denunciou Carrion, que preside a Fundação Maurício Grabois-RS e é membro da Comissão Política do PCdoB/RS .

“A pandemia do coronavírus vai deixando claro que já é hora de a humanidade extirpar a escravidão assalariada e edificar uma outra sociedade, mais justa, mais livre e mais humana – uma sociedade socialista!”, afirma o ex-deputado.

Leia o artigo na íntegra:

600.493 mortos e 21.550.730 infectados no Brasil

4.856.245 mortos e 237.966.783 infectados no mundo

RAUL CARRION (*)

Neste 8 de outubro de 2021, o Brasil ultrapassou os 600 mil mortos e 21 milhões e meio de contaminados pelo COVID-19. Em proporção à sua população, o Brasil continua sendo o campeão mundial em número de vítimas fatais, totalizando 2.819 mortes por milhão de habitantes.

Fica cada vez mais claro que Bolsonaro e seus seguidores – ao defenderem a “imunidade de rebanho”, incitarem ao uso de medicamentos comprovadamente ineficazes, combaterem o uso de máscaras e o isolamento social, boicotarem a aquisição de vacinas confiáveis (inclusive com fins de corrupção) e estimularem pesquisas macabras e criminosas como as da Prevent Senior – têm uma responsabilidade determinante nesse morticínio.

Os Estados Unidos – a mais rica e poderosa nação capitalista do planeta – se mantém como o país com o maior número de mortos – 732.334 –, mas são os “vice-campeões” mundiais em proporção à sua população (perdendo para o Brasil), com 2.212 mortes por milhão de habitantes.

Em número de infectados, os EUA permanecem em primeiro lugar – tanto em números absolutos, como em proporção à sua população – somando 45.130.891 contaminados.

Sem dúvida essa performance macabra tem tudo a ver com o ultra-neoliberalismo vigente nesses dois países e com o “negacionismo” criminoso de Bolsonaro e de Trump.

Entre os principais países capitalistas do mundo, lhes seguem a Itália (com 2.169 mortos por milhão), o Reino Unido (2.023 mortos por milhão), a Espanha (1.846 mortos por milhão), a França (1.800 mortos por milhão) e a Alemanha (1.126 mortos por milhão).

Dos quase cinco milhões de mortes pelo coronavírus em todo o mundo, apenas 0,67% (32.774) aconteceram nos países socialistas, que englobam 20% da população mundial.

E dos quase 240 milhões de infectados, apenas 0,78% (1.866.944) ocorreram nos países socialistas.

Nesse quadro trágico, impressiona o desempenho da China socialista que, com uma população de 1 bilhão e 440 milhões, teve apenas 4.436 mortos e 96.357 infectados, ou seja, apenas 3 mortes por milhão.

 A China, além de fornecer vacinas para todo o mundo – inclusive o Brasil – aplicou mais de 2,2 bilhões de vacinas em sua população, o que representa 61% de todas as vacinas aplicadas no mundo.

Também os demais países socialistas – entre eles o Laos (3,3 mortos por milhão), o Vietnã (210 mortes por milhão) e Cuba (688 mortes por milhão) – vem tendo um desempenho muito superior ao dos principais países capitalistas.

No caso de Cuba, é preciso ter em conta, ainda, o bloqueio criminoso dos Estados Unidos, que lhe impede de adquirir medicamentos, respiradores e seringas e agulhas para a aplicação das vacinas que desenvolveu com tecnologia própria.

Fica cada vez mais claro que essa tragédia não se deve unicamente ao coronavírus, sendo conseqüência, em grande medida, de um sistema social baseado na opressão e exploração da imensa maioria da humanidade por um punhado de capitalistas, para quem a vida e o bem-estar dos demais pouco importa.

E, se for necessário sacrificar milhões de homens e de mulheres para que os seus lucros continuem crescendo, isso será feito!

 A pandemia do coronavírus vai deixando claro que já é hora de a humanidade extirpar a escravidão assalariada e edificar uma outra sociedade, mais justa, mais livre e mais humana – uma sociedade socialista!

* Historiador e membro da Comissão Política do PCdoB/RS. Foi vereador de Porto Alegre em três legislaturas e deputado estadual do RS por duas legislaturas. Atualmente, preside a Fundação Maurício Grabois-RS.

Fonte: horadopovo.com.br/bolsonaro-e-seguidores-sao-responsaveis-pelo-morticinio-de-mais-de-600-mil-afirma-raul-carrion