“Sobre a guerra em torno da eficácia das vacinas”, por Nésio Fernandes

Nésio Fernandes (Foto: divulgação – Secretaria de Saúde do Espírito Santo)

NÉSIO FERNANDES (*)

Vamos lá, repetindo e falando bem claro: qualquer vacina segura e com mais de 50% de eficácia terá efetividade suficiente para salvar vidas e retomar a vida econômica e social se for aplicada amplamente.

Vou além, deveríamos avaliar o uso de dose única das vacinas que exigem duas doses, caso a dose única seja segura e superior a 50% de eficácia. Explico.

Se com 2 doses uma vacina possui mais de 80% de eficácia e com 1 dose alcance mais de 60%, é valido num contexto de calamidade avaliar imunizar toda a população com 1 dose. Menor eficácia para muitos pode garantir maior efetividade (impacto social), do que mais eficácia para poucos.

Desta maneira vacinas que exigem duas doses para alto percentual de eficácia, deveriam ser avaliadas para aplicação em dose única e permitir vacinar com maior celeridade e extensão toda a população.

Alcançar ampla imunidade segura na sociedade no primeiro ano de enfrentamento à pandemia, pode resultar em adequada estratégia sanitária.

Outra opção seria duas doses para grupos com maior risco de evoluir a um quadro grave e a óbito como idosos/pessoas com comorbidades e aplicar uma dose para o demais grupos para imunidade de rebanho verdadeira e segura, sem alto custo de mortes.

O vírus mata, vacinas salvam!

(*) Secretário de Saúde do Espírito Santo

Fonte: horadopovo.com.br/sobre-a-guerra-em-torno-da-eficacia-das-vacinas-por-nesio-fernandes