20% dos brasileiros sofrem com prisão de ventre – ViDA & Ação

Mais comum nas mulheres, a constipação intestinal, conhecida como prisão de ventre, traz desconforto, dores e pode acarretar problemas mais graves como o surgimento de hemorróidas e fissuras anais. Fazer as refeições em horários regulares, investir na ingestão de fibras e se hidratar constantemente são medidas que podem evitar o problema. Quando se torna crônica, a prisão de ventre tem como resultado o surgimento de fezes endurecidas que podem bloquear o reto, causando problemas mais graves.

De acordo com a Federação Brasileira de Gastroenterologia, a constipação intestinal afeta 20% da população brasileira, sendo mais frequente entre as mulheres, com idades entre 40 e 49 anos. A ocorrência é confirmada quando há demora de três a quatro dias para evacuar. Entre os sintomas estão desconforto abdominal, fezes endurecidas e esforço para evacuar.

Segundo o proctologista Francisco Eduardo Silva, do Hospital Adventista Silvestre, um especialista deverá ser consultado nos casos de demora de mais de três dias para evacuar, esforço com fezes endurecidas e ressecadas que causam ferimentos no ânus com sangramento e dor durante a evacuação.

“Quando há mudança na frequência das evacuações, como uma constipação intestinal persistente em pessoas que evacuavam todos os dias, ou alterações representadas por vários episódios de diarreia alternando com constipação intestinal, podem ser sinais de que existe alguma patologia do intestino”, ressalta o médico.

Em casos de constipação intestinal crônica sem tratamento, pode ocorrer a formação de fecalomas, que são fezes endurecidas que ficam impactadas no intestino e podem obstruir a saída das fezes. A fissura anal também pode estar associada à constipação intestinal, quando há fezes endurecidas e ressecadas causando ferimentos e sangramentos no ânus.

“Nos casos de alteração do hábito de evacuar com constipação intestinal, principalmente em homens acima de 50 anos, acompanhado ou não de sangramento anal, pode ser um sinal de tumor no intestino e um proctologista deverá ser consultado”, alerta o especialista.

O aumento do consumo de fibras através da ingestão de verduras, frutas e legumes, associada ao aumento do consumo de água (mínimo de dois litros por dia) pode auxiliar significativamente no tratamento.

O uso de fibras sintéticas por um período de tempo limitado também pode ser útil, igualmente associado ao aumento da ingestão de água. É importante ressaltar que as fibras sintéticas deverão ser sempre prescritas por um médico ou um nutricionista. O uso de laxantes deve ser evitado, a não ser em casos de prescrição médica.

“Em caso de obstrução total ou parcial da saída das fezes (denominada ‘constipação intestinal mecânica’) é importante que se faça o diagnóstico da causa, devido à possibilidade da existência de alguma patologia”, explica o proctologista.

Em casos específicos, uma colonoscopia poderá ser solicitada para se elucidar a causa da constipação intestinal.

8 dicas  para prevenir a prisão de ventre na criança

A prisão de ventre varia muito de criança para criança, além do fator idade. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, para que seja considerada “prisão de ventre” em crianças por volta dos 4 anos, devem ser cumpridos no mínimo dois critérios durante dois meses consecutivos:

Menos de 3 defecações na semana, ao menos um episódio de incontinência fecal por semana, posturas ou atitudes retentivas para evitar a defecação, defecação dolorosa, fezes de grande diâmetro no reto ou palpáveis a nível abdominal e defecções excessivamente volumosas.

A obstipação intestinal, mais conhecida como “prisão de ventre”, é muito comum na infância e as causas pode ocorrer por diversos fatores: alimentação pobre em fibras, medo de evacuar por causa da dor com a fissura anal, insuficiente ingestão de líquido e pouca atividade física.

A criança que está obstipada faz menos cocô que de costume, principalmente se já está há quatro dias sem evacuar e tem dificuldade para eliminar as fezes. No entanto, há outros sintomas como excrementos duros e secos que fazem o bumbum doer, ou mesmo, fezes líquidas que só sujam a fralda ou a roupa de baixo.

“Pode ser que a parte sólida das fezes esteja presa dentro dos intestinos, e só as líquidas consigam sair. É preciso cuidado para não confundir isso com diarreia”, alerta Loretta.

Saber identificar a prisão de ventre é importante para corrigir o problema o quanto antes. Loretta Campos separou oito dicas importantes que poderão ajudar os pequenos:

1. Evite alimentos que prendem o intestino: arroz, banana, maçã e cereais. É salutar maneirar no leite;

2. Aumente as fibras com o consumo de pães e bolachas integrais, mamão, ameixa preta, feijão e brócolis;

3. Ofereça muito líquido;

4. Incentive o seu filho a correr e brincar bastante;

5. Não force a barra para que seu filho abandone as fraldas se ele ainda não estiver preparado;

6. Instigue seu filho a ir ao banheiro quando tiver vontade. Se ele nunca sente vontade, faça-o passar dez minutos no penico ou na privada depois do café e do jantar;

7. Converse com o pediatra. Ele poderá sugerir um laxativo, lubrificante natural, fibras solúveis ou supositório;

8. Se as fezes do seu filho têm sangue, o pediatra poderá orientar um tratamento para combater a fissura anal.

Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP)

É uma especialidade médica que trata das doenças do cólon, do reto e do ânus, tanto clínicas quanto cirúrgicas. Fundada em 1945, tem a missão de apontar para os cerca de 1.600 coloproctologistas as melhores e mais seguras decisões no atendimento das doenças coloproctológicas, estabelecendo os padrões mais atualizados nesta área da prática médica.

Câncer colorretal, hemorroidas, fissura anal, fístulas anais, diverticulite, hemorroidas, doenças sexualmente transmissíveis, prisão de ventre, pólipos intestinais, prolapso retal são algumas das doenças tratadas pelo coloproctologista. Site: www.sbcp.org.br

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Fonte: www.vidaeacao.com.br/20-dos-brasileiros-sofrem-com-prisao-de-ventre