'Minha estomia não me define': campanha derruba preconceito contra bolsa – ViDA & Ação

Pessoas que sofrem com doença de Chron, câncer no intestino ou no reto, doença inflamatória intestinal ou mesmo defeitos de nascença precisam usar uma bolsa de estomia. O acessório médico é utilizado por pacientes que realizaram a cirurgia de Colostomia, que consiste na abertura do cólon, a parte longa do intestino grosso, a partir de uma abertura na parede abdominal, próxima à parte final do intestino, por onde passarão as excreções.

O papel da bolsa é coletar o conteúdo fecal, facilitando o processo de evacuação do paciente e permitindo que as fezes sejam descartadas de maneira prática e higiênica. Cerca de 120 mil brasileiros fazem uso desse acessório, que, apesar de sua importância vital para estes pacientes, ainda representa um tabu e gera muito preconceito entre as pessoas.

A boleira Cássia Fátima de Souza, de São Paulo, por exemplo, relata que perdeu clientes quando descobriram que ela usava uma bolsa de colostomia. Isso, no entanto, não a fez desistir da profissão e, com muita garra e qualidade no preparo dos bolos, conquistou novos clientes e manteve seu sustento.

Para a dona de casa Lilian Castro, que tem a Doença de Chron, a bolsa jamais foi impedimento para seguir sua vida e os cuidados com sua família. “Ter a certeza de uma vida tranquila, serena e ao mesmo tempo intensa são adjetivos que fazem eu esquecer minha estomia. Algumas pessoas usam brincos, outras colares, outras preferem anéis e eu além de tudo isso, também uso bolsa. Afinal, é só mais um acessório lindo que me deixa mais vaidosa e minha estomia não me define”, reforça.

Frank Miguel, fisiculturista, passou a usar bolsa de estomia após Doença de Chron (Foto: Divulgação)

Já o fisiculturista Frank Miguel continua no esporte, mesmo depois da operação em 2017, também por conta da Doença de Chron. “Sou atleta de fisiculturismo, empresário e dono das minhas escolhas. A estomia me trouxe de volta o que a doença me tirou. Tenho uma vida normal e uma performance acima da média nos treinos. Minha estomia não me define e nunca me impediu de ser quem eu sempre quis”, revela Frank.

Campanha ‘Minha Estomia não me Define’

Frank e Lilian foram escolhidos embaixadores da campanha “Minha estomia não me define” , criada pela Coloplast com o propósito de quebrar a barreira do preconceito e mostrar que usar uma bolsa de colostomia não é um limitador. Pelo contrário: a cirurgia do trato digestivo que leva ao uso da bolsa é a cirurgia da vida, a grande chance que as pessoas têm de se recuperar de uma doença crônica ou de um acontecimento que tenha lesionado gravemente a região.

Os estomizados são capazes de levar uma vida comum, apesar das limitações. Somos testemunha do quanto a cirurgia de estomia salva vidas e como assumir o uso da bolsa representa um agradecimento à nova condição de saúde. A campanha eleva o nível de entendimento e promovendo uma maior aceitação de estomizados por parte da sociedade”, reforça Luiz Tavares, diretor geral da Coloplast. 

Para confirmar a relevância do tema, a empresa incentiva os estomizados a contarem suas histórias de superação, utilizando as hashtags #minhaestomianaomedefine, #eupossomaisdoquevoceimagina e #maisdoquevoceimagina, como forma de motivação e empoderamento dos usuários de bolsas de colostomia.

Através de e-mail marketing, SMS, embaixadores, redes sociais, site, associações de pacientes, influenciadores e imprensa, a campanha visa aumentar o número de pessoas familiarizadas com a condição.  Dezenas de voluntários participaram da campanha e quatro aceitam a divulgação de suas histórias no site, com depoimentos que refletem o agradecimento pela chance de continuarem vivendo e a batalha contra o preconceito.  

Programa gratuito ajuda estomizados

O uso recomendado de bolsas de colostomia é de uma por dia. Mas, na maior parte das vezes, o SUS não disponibiliza esse número à população, obrigando os pacientes a ter que adquirir o produto no mercado. Um dos principais fabricantes é a Coloplast, que oferece um programa gratuito de suporte a pessoas com estomia ou incontinência urinária.

Presente em 140 países, o Programa Coloplast Ativa já atendeu no Brasil mais de 100 mil estomizados e 15 mil pessoas com continência urinária, tornando-se uma referência em suporte humanizado a quem tem necessidades íntimas de saúde. A iniciativa oferece atendimento personalizado e orientação de especialistas como fisioterapeutas, nutricionistas, enfermeiras e psicólogas, além de acesso a conteúdos educativos para esclarecer possíveis dúvidas. 

A equipe oferece orientações individualizadas, por telefone ou presencialmente, sempre que necessário. Nas visitas do programa, a enfermeira oferece um kit com amostras grátis dos produtos para estomia, além de outros materiais fundamentais para o cuidado diário adequado, como espelho, tesoura etc. Assim, os usuários podem testar qual modelo de bolsa é o mais indicado para o seu caso e obter o máximo de qualidade de vida na rotina diária.   

O programa oferece segurança, qualidade de vida e apoio personalizado de forma ininterrupta, em todas as fases: da adaptação aos produtos ao retorno à rotina de vida. Nosso papel é promover a melhor qualquer de vida possível a todos esses usuários, com produtos adequados às suas necessidades e atendimento humanizado”, afirma Luiz Tavares,

Pesquisa aponta medo de vazamentos e irritações na pele

Em pesquisa recente, realizada entre os usuários cadastrados no Programa Coloplast Ativa, foi verificado que as maiores preocupações são a possibilidade de vazamento e as consequentes irritações de pele. Um estudo de 2019 da empresa revelou que 77% tiveram problemas com vazamentos um mês antes da pesquisa. Isso induz os usuários a se exercitarem menos e, com isso, a terem maiores chances de problemas de peso corporal. Outra avaliação, de 2016, mostrou ainda que, em decorrência dos vazamentos, 88% apresentaram problemas de pele na última troca de equipamento coletor.  

Para garantir maior conforto e segurança aos usuários, a empresa desenvolveu uma nova bolsa de estomia. O coletor SenSura® Mio, da Coloplast conta como uma nova tecnologia que promete oferecer o encaixe perfeito para cada corpo, flexibilidade, confiança e discrição.

O tempo passa, o corpo muda e as pessoas com estomia precisam de soluções diferentes que acompanhem essas alterações. Essa foi uma demanda que confirmamos. Nossa proposta é oferecer a melhor qualidade de vida possível aos nossos usuários brasileiros, atendendo às suas necessidades individuais e fazendo com que eles até se esqueçam de que estão com uma bolsa de estomia”, diz o executivo.

Nova bolsa promete ‘revolução na qualidade de vida’

Antes do lançamento, o coletor foi oferecido para testes de alguns usuários cadastrados no Programa Coloplast Ativa e a receptividade foi a mesma que outros haviam demonstrado em outros países. O fisiculturista Frank Miguel confirmou que ela é fundamental para uma maior segurança em seus treinos: “Ela se molda ao corpo, não desgruda, não vaza. É perfeita! Certamente, a SenSura Mio vai mudar o cenário das bolsas no Brasil”, reforça.  

O produtor cultural Átila Beck também se impressionou: “Meu abdômen é abaulado, com o estoma protruso e estou um pouco acima do peso. Jamais pensei que fosse ter uma bolsa que se adequasse ao meu corpo e desse a segurança que a SenSura Mio me dá. Uso o modelo Concave, que adere perfeitamente à minha colostomia e posso fazer qualquer atividade ao longo do dia. Isso significa mais qualidade de vida, certamente.” 

Lilian Castro chama atenção para a vantagem de conseguir dormir a noite inteira com a nova bolsa. “Não infla, nem acumula gases e isso me permitiu dormir sem precisar trocar durante a madrugada”. Lilian também adorou poder brincar com suas cadelinhas sem que a nova bolsa se soltasse. “Já aconteceu das minhas duas cachorrinhas esbarrarem na minha antiga bolsa e ela se soltar da minha barriga. Com a SenSura Mio, a fixação é perfeita, muito resistente e confortável e eu pude até me deitar no chão sem me preocupar. Até esqueci que estava de bolsa”, ressalta a dona de casa. 

Fonte: www.vidaeacao.com.br/minha-estomia-nao-me-define-como-estomizados-convivem-com