Sem apresentar solução para nenhum problema do país, Bolsonaro volta a atacar STF – Hora do Povo

Jair Bolsonaro (Foto: reprodução de rede social)

“Quem é que esses dois pensam que são? Quem eles pensam que são?”, disse o aprendiz de golpista sobre Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes, ministros do STF

A cada pesquisa mostrando o repúdio crescente da população ao seu governo, Jair Bolsonaro tira uma estupidez da cartola para tentar chamar a atenção e aglutinar seu fanáticos.

Dessa vez, voltou a agredir os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes, o atual e o futuro presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Os ataques ocorreram nesta quarta-feira (12), em entrevista à Gazeta Brasil. A recaída fascista está sendo vista como mais uma tentativa de criar clima para tumultuar as eleições deste ano.

Já que o “capitão cloroquina” não apresenta solução para nenhum dos problemas vividos pela população, como a pandemia, a explosão inflacionária, as enchentes e desastres, ele resolveu atacar o STF.

A última vez que ele fez isso foi no dia “7 de Setembro” quando chamou Alexandre de Moraes de “canalha” e disse que não obedeceria mais nenhuma decisão vinda da parte dele. Tentou, sem sucesso, sublevar suas milícias contra a democracia e as instituições.

Repudiado por praticamente todo o país, ele teve que rapidamente enfiar o galho dentro. Com uma carta redigida por Michel Temer, ele disse que estava arrependido pelo que tinha dito. Mesmo com toda a encenação, cresceu o seu isolamento.

É dessa época também a cruzada fascista contra a urna eletrônica. Ele dizia que ela não era confiável, que ele seria roubado nas urnas, etc. Ele só deixou de fazer as ameaças – imitadas de Donald Trump – de não reconhecer o resultado da eleição quando foi derrotado pelo Congresso Nacional. O parlamento derrubou a PEC do Planalto que pretendia o retorno da votação e da apuração manual do pleito.

A volta atual ao discurso de ódio contra o Supremo e os seus ministro só confirma que o “arrependimento” era mais um de seus teatros.

“Quem é que esses dois pensam que são? Quem eles pensam que são? Vão tomar medidas drásticas dessas ameaçando, cassando liberdades democráticas nossas, liberdade de expressão, porque eles querem assim, porque eles têm um candidato. Os dois, nós sabemos, são defensores do Lula, pô. Querem o Lula presidente”, apontou, citando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O golpista fracassado fala em liberdades democráticas como se as defendesse. O que sempre quis, e só não o fez porque foi barrado, é acabar com a democracia para implantar uma ditadura.

Divulgador contumaz de fake news, o ‘espalha-vírus’ tentou desqualificar a decisão tomada pela Corte Eleitoral de prender quem desrespeitar as leis na eleição de 2022.

“Fui julgado no TSE, a chapa Bolsonaro e Mourão, no final do ano passado, e lá foi a vez do senhor Alexandre de Moraes falar claramente: ‘Houve, sim, fake news. Houve disparo em massa. Sabemos. No ano que vem, se tiver, vamos cassar o registro e prender o candidato’. Olha, isso é jogar fora das quatro linhas. Só tenho isso a dizer a vocês”.

O que Bolsonaro quer é arrebentar com as quatro linhas para poder tumultuar a vontade das urnas. A declaração é um claro chamamento ao desrespeito as leis. Moraes deixou claro que não vai ter espaço para isso na eleição deste ano.

Questionado sobre um artigo no qual Barroso fala sobre o surgimento de milícias no meio virtual e de “terroristas verbais” que atacam a democracia, o chefe do Executivo rebateu em tom sarcástico que o magistrado ‘entende de terrorismo’ por ter atuado como advogado do italiano Cesare Battisti.

“De terrorismo ele entende. Ele defendeu o terrorista Cesare Battisti. É um direito dele defender terrorista? É um direito. Um advogado tem direito de defender qualquer pessoa, (mesmo) que seja um pedófilo. Eu não defenderia”, continuou.

Mais uma farsa. Bolsonaro não só é um defensor do terror, da violência e de terroristas, como o fez diversas vezes em relação ao terrorista Carlos Alberto Brilhante Ustra, assassino frio de dezenas de oposicionistas ao regime ditatorial imposto no país em 1964, como ele próprio defendeu o assassinato de milhares de pessoas (30 mil pessoas) e preparou ataques terroristas em quarteis do Rio de Janeiro pouco antes de ser afastado do meio militar. Seu afastamento do Exército se deu exatamente em função dessas ameaças.

Para quem quiser conferir o pensamento de Bolsonaro, ele aparece em uma entrevista, concedida em 1999 – veja abaixo – dizendo que o Brasil só vai melhorar “quando nós partirmos para uma guerra civil aqui dentro”. E completou: “Fazendo o trabalho que o regime militar não fez, matando uns 30 mil, começando com o [então presidente] FHC. Não deixar pra fora, não, matando. Se vai morrer alguns inocentes, tudo bem, tudo quanto é guerra morre inocente”.

Assista Bolsonaro defendendo tortura e assassinatos

Fonte: horadopovo.com.br/sem-apresentar-solucao-para-nenhum-problema-do-pais-bolsonaro-volta-a-atacar-stf