Roteiro: 48 Horas em Salvador

17 Apr 2012 – 21h04

  • É preciso um pouco de agilidade para conhecer apenas o básico da primeira capital brasileira em apenas dois dias. Com geografia acidentada, ruas estreitas, trânsito moroso, falta de segurança e pouco planejamento, vale muito a pena se deslocar pela cidade de táxi – eles não são muito caros.

    O sucesso da empreitada começa com a localização do hotel. Considerando que as principais atrações estão no Centro, o ideal é se hospedar em um raio de até 7 quilômetros, nesse caso, correspondente ao Pelourinho, Santo Antônio Além do Carmo, corredor da Vitória, Barra, Ondina e Rio Vermelho. Saindo desse grupo, fique ciente que o tempo de deslocamento será bem maior.

    20 Feb 2012 – 17h02

  • Disputando com o Farol da Barra o título de principal cartão-postal de Salvador, o Elevador Lacerda abre o período vespertino. Construído em 1873, é a ligação mais rápida entre a Cidade Alta (Centro) e a Cidade Baixa (Comércio) – bastam 30 segundos. O imponente Mercado Modelo aparece em frente, mas nem perca seu tempo, o local é um amontoado de boxes vendendo souvenires de baixa qualidade. Vire à esquerda e vá em direção à Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, feita com pedra-sabão portuguesa colada com óleo de baleia. Daqui parte a procissão para a Lavagem do Bonfim, principal marca do sincretismo religioso.

    5 Feb 2018 – 18h02

  • A partir das 16h, uma instituição começa a ser servida em todos os cantos da cidade: o acarajé, o pomposo bolinho de feijão-fradinho frito no azeite de dendê e recheado com vatapá e camarão seco. Apesar da enorme quantidade de barracas, contam-se nos dedos a que preparam um produto de primeira linha. Aproveite que duas barracas (Dinha e Regina) ocupam o Largo de Santana, no Rio Vermelho, e rume para lá. O programa termina com um belo pôr do sol.

    Elaine Assis Cruz no comando da barraca Acarajé da Dinha, um dos locais mais tradicionais para comer acarajé em Salvador

    Elaine Assis Cruz no comando da barraca Acarajé da Dinha, um dos locais mais tradicionais para comer acarajé em Salvador (/)

    Como o acarajé estufou o estômago, deixe para jantar um pouco mais tarde. Outro prato típico soteropolitano é a lambreta, um grande molusco cozido com coentro e cebola e servido com o acompanhamento que mais te atrair. Um dos melhores locais para prová-lo é no bar Don Papito, em Piatã.

    O prato típico baiano leva mariscos cozidos com molho acebolado. Na foto, lambreta com limão e pimenta na Praia do Forte

    O prato típico baiano leva mariscos cozidos com molho acebolado. Na foto, lambreta com limão e pimenta na Praia do Forte (Célia Sampaio/Divulgação)

    – Assim como Vinícius de Morais, passe uma tarde em Itapoã. Mas saiba que as praias de Flamengo e Stella Maris são mais bacanas do que a faixa de areia que encantou o poeta.

    – Conheça o Museu de Arte Sacra, um dos melhores sobre o tema no Brasil e com bela vista da Baía de Todos os Santos. Como, infelizmente, a construção está em uma área muito perigosa, vá apenas de táxi.

    – Surpreenda-se com as inisitadas receitas do restaurante típico Paraíso Tropical, localizado no períférico bairro da Cabula. Uma vez mais, use táxi.

    – Visite o Pelourinho com mais calma, apreciando lojas, ateliês e outros museus, como a Fundação Casa de Jorge Amado.

    – Nas noites de quarta-feira a domingo, o Balé Folclórico da Bahia apresenta-se no Pelourinho.

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    Fonte: viagemeturismo.abril.com.br/roteiros/48-horas-em-salvador