Roteiro: 6 cidades na região de Úmbria, na Itália

22 Apr 2019 – 17h04

  • Para incrementar o grau de visitabilidade de todo esse patrimônio, a região é uma formosura. Quem chega na primavera ganha um bônus: a visão dos campos cobertos ora por margaridas brancas, ora por lisianto vermelhos e roxos – a marca registrada do lugar.

    Uma exploração de responsa pelos encantos da região pode começar por Orvieto, cidadezinha onírica construída em cima de um platô vulcânico. O lugar tem uma bonita catedral, cuja fachada combina mármore branco esculpido ao estilo gótico e mosaicos bizantinos dourados.

    Mas, ainda que a igreja ganhe em beleza, a construção mais interessante do vilarejo é o Pozzo di San Patrizio, encomendado pelo papa Clemente VII em 1527. Sua Santidade ficou refugiada ali durante o saque de Roma e temia que o abastecimento de água fosse insuficiente no caso de um cerco.

    29 Oct 2018 – 19h10

  • De estilo gótico, tem fachada delicada, revestida de pedras brancas e rosas que mudam de tom dependendo da luz. Em uma capela lateral jaz, incrivelmente bem conservado, o corpo da santa.

    A seis minutos a pé, a Cattedrale di San Rufino rememora o tempo em que a jovem Chiara vivia naquela parte da cidade, a mais prestigiada à época, com sua família abastada. Sob o adro da igreja, há uma concentração impressionante de tesouros históricos e artísticos que remetem aos tempos da Roma imperial.

    Ao passear pelas ruelas do entorno, chega-se também ao bairro em que viveu Francisco ainda menino e à Chiesa Nuova, erguida, no século 17, sobre o local onde teria sido a casa de sua família.

    A poucos passos de distância fica a bonita Piazza del Comune, que abriga o Palazzo del Capitano del Popolo, prédio medieval que hoje é sede da Sociedade Internacional de Estudos Franciscanos, e o Templo de Minerva, do século 1, onde há um grande sítio romano – seu interior, no entanto, hoje guarda uma igreja barroca.

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    A capital úmbria fica a menos de 30 quilômetros de Spello. Perúgia também se estende para o alto, em um emaranhado de escadas e ruas morro acima. O centro histórico, a quase 500 metros de altura, exige fôlego e disposição, recompensados com a beleza artística local e os panoramas inesperados.

    15 Mar 2018 – 18h03

  • O tom pitoresco por ali fica por causa da alcunha de Gubbio, conhecida como a “cidade dos loucos”. O apelido tem origem em uma suposta contaminação química da água da Fontana del Bargello (ou, como preferem os locais, “dos loucos”), que teria provocado um surto de insanidade entre os moradores.

    Diz-se também que quem arriscar dar três voltinhas ao redor da fonte fica louco. Há quem faça – e termine o roteiro por essa região incrível levando pra casa um certificado de “matto”.

    “O Centro de Perúgia é fascinante, com muitas igrejas, lojas de roupas, restaurantes e bares que esquentam qualquer noite, especialmente nos fins de semana. A Cattedrale di San Lorenzo é uma construção majestosa, com um interior lotado de pinturas, estuques, detalhes dourados e muito mármore, um bálsamo para amantes de arte. E não dá para deixar de passear nas ruelas de origem etrusca!”

    Eleonora Occhipinti, Estudante em Perúgia

    ORVIETO E CIVITA DI BAGNOREGIO

    Em Orvieto, o Virgilio é um hotel-butique ao lado do Duomo. Dentro da minúscula Civita di Bagnoregio, há pousadas simples como a Civita Bed & Breakfast ou a mais moderna Alma Civita.

    ASSIS E SPELLO

    Em Assis, o Giotto Hotel & Spa tem vista panorâmica da cidade e fica perto da Basílica de São Francisco. O quatro-estrelas Case Brizi está a dez minutos da basílica. Em Spello, o pequeno La Corte del Conte fica dentro da antiga cidade murada e tem um charmoso jardim interno.

    PERÚGIA E GUBBIO

    Em Perúgia, o Hotel Giò Wine e Jazz Area, perto do Duomo, tem carta de vinhos para quem busca achadinhos enogastronômicos. Já o Hotel San Marco é o que mais se destaca em reservas na internet.

    Vista de Perúgia a partir da Piazza Italia

    Vista de Perúgia a partir da Piazza Italia (Kelly Cheng Travel Photography/Getty Images)

    Quando ir: Embora seja aprazível até no frio, o período da primavera ao verão (de abril a setembro) é o mais indicado para admirar as paisagens do centro da Itália: além do clima amigável, nesta época os dias são mais longos. E não é só. Entre junho e agosto, os campos de girassóis ficam resplandecentes na Toscana, assim como as planícies verdes cobertas por margaridas e lisiantos vermelhos e roxos, tão característicos da Úmbria. Para quem vai pela gastronomia, as chuvas de outubro e novembro não chegam a ofuscar a caça às trufas brancas em San Miniato, proporcionando ao viajante almoços e jantares inesquecíveis.

    Dinheiro: Euro.

    Fuso: + 5h no horário de verão na Itália.

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    Fonte: viagemeturismo.abril.com.br/roteiros/roteiro-6-cidades-na-regiao-de-umbria-na-italia