Bolsonaristas e caso Camila Jara: Mesa Diretora pede suspensão de mandatos

Foto:  Bruno Spada/Câmara dos Deputados –

Em meio aos bolsonaristas aparece, inexplicavelmente, o nome de Camila Jara, falsamente acusada de ter agredido Nikolas Ferreira

A confusão provocada por deputados bolsonaristas, que se recusaram a deixar a cadeira da presidência da Câmara para obstruir os trabalhos legislativos, pode resultar em punições severas.

A Mesa Diretora protocolou nesta sexta-feira (8) um pedido para suspender, por até seis meses, os mandatos de Marcel van Hattem (Novo-RS), Marcos Pollon (PL-MS), Júlia Zanatta (PL-SC), Zé Trovão (PL-SC) e, de forma controversa, Camila Jara (PT-MS) — esta última acusada, sem provas, de agredir Nikolas Ferreira (PL-MG).

O Conselho de Ética analisará o caso nos próximos dias. Se aprovada, a suspensão implicará perda de salário, gabinete e cota parlamentar. A Mesa Diretora considerou o ato um desrespeito à presidência e uma tentativa de impedir o funcionamento regular da Casa, configurando falta de decoro parlamentar.

A obstrução foi um protesto contra a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL), determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. Os parlamentares buscavam forçar a votação de três pautas: anistia aos golpistas de 8 de janeiro, fim do foro privilegiado e impeachment de Moraes.

O caso de Camila Jara
Na noite de quarta-feira (6), durante a confusão, Nikolas Ferreira caiu ao chão após a cadeira do presidente Hugo Motta ser afastada. O deputado atribuiu a queda a um empurrão da deputada Camila Jara, que nega e afirma ter apenas esbarrado nele.

A bancada do PT divulgou nota ressaltando que a deputada tem 1,60m de altura, pesa 49 kg e está em tratamento contra um câncer, chamando de absurda a acusação de que ela teria “nocauteado” Nikolas. Ainda assim, o PL apresentou uma representação contra ela no Conselho de Ética, alegando agressão.

Com informações da Revista Fórum