O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, defendeu, nesta terça-feira (2), abertura de inquérito para investigar suspeita de fraude envolvendo repasses financeiros de instituições públicas para a produtora responsável pela produção de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL).
“No entendimento da nossa área técnica, sim. Um processo separado, porque precisa se analisar novos elementos que foram trazidos agora num eventual suporte de pessoas no exterior, que estão aí confabulando e articulando contra o Brasil, inclusive coagindo no curso do processo, como é o caso, de processo que já está em andamento”, declarou Andrei, em entrevista ao programa “Estúdio i”, na GloboNews.
Nesta segunda (1º), a PF realizou operação que também apura suspeita de fraude em licitação entre Prefeitura de São Paulo e Instituto Conhecer Brasil (ICB), comandado por Karina Ferreira da Gama, responsável pela produção de Dark Horse.
As investigações estão centradas em possíveis irregularidades no termo de colaboração firmado entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) e o instituto para a contratação e instalação de Wi-Fi em comunidades periféricas da capital paulista.
Existem fortes indícios de que haja uma série de falhas consideradas graves, além de conduta ilegal desde a origem da contratação.
Na avaliação de Andrei Rodrigues, na hipótese de o caso Dark Horse não for distribuído a um novo relator no Supremo Tribunal Federal (STF), pode ser incluído no inquérito do caso Master ou, ainda, no outro inquérito, que apura coação no curso do processo do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). Uma das suspeitas é de que os recursos bancaram despesas do filho do ex-presidente condenado, que conspira contra o Brasil nos Estados Unidos.
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Surpresa
Andrei admitiu que foi pego de surpresa com a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.
“É, de fato, para nós, uma surpresa termos essa declaração, essa afirmação dos Estados Unidos de tentar equiparar crime organizado com terrorismo, que, na nossa avaliação, é um equívoco técnico e é um equívoco também para se fazer o melhor enfrentamento das facções criminosas”, apontou o diretor-geral da PF.
Fonte: https://revistaforum.com.br/politica/video-diretor-pf-inquerito-dark-horse/

