Os 13 brasileiros que participaram da flotilha Global Sumud, detidos por seis dias em águas internacionais sob custódia de Israel, desembarcaram no Aeroporto Internacional de Guarulhos pouco depois das 10h desta quinta-feira (9). O DCM acompanhou ao vivo o desembarque e a coletiva dos ativistas.
Entre os integrantes do grupo estavam a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE), Mariana Conti (PSOL), vereadora de Campinas, Gabrielle Tolotti, presidente do PSOL no Rio Grande do Sul, o ativista Thiago Ávila, com histórico em missões humanitárias, além de Bruno Gilga Rocha, Mohamad El Kadri, Ariadne Cosa, Mansur Peixoto, João Aguiar, Miguel Castro e Lisiane Proença.
Cerca de 100 pessoas receberam os “flotilhados brasileiros” no aeroporto, com bandeiras da Palestina, faixas criticando Israel e gritos de “Palestina Livre”.
Entre as autoridades presentes estavam a deputada federal Sâmia Bonfim (PSOL-SP), a deputada estadual Mônica Seixas (PSOL-SP) e Teresinha Pinto, líder do núcleo da Palestina do PT.
“A gente tem muito orgulho da missão humanitária que eles cumpriram e vai seguir denunciando o genocídio que acontece na Faixa de Gaza e lutando pela causa Palestina.”, disse Sâmia Bomfim.
Durante a recepção e entrevistas no aeroporto, foram registradas as seguintes declarações:
Luizianne Lins
“Passamos por muitas dificuldades, mas elas não chegam nem perto do que os palestinos vêm sofrendo.”
“São 31 dias de ativismo. É importante denunciar cada vez mais o genocídio em Gaza, pois são 80 anos de resistência e 18 anos de bloqueio. A flotilha é a herdeira de toda luta desenvolvida de resistência pelo mar. Esse movimento não pode ser descontinuado.
“A coisa mais importante que trazemos é que movemos corações e mentes no mundo inteiro”.
Thiago Ávila
“Saímos há 31 dias para abrir um corredor humanitário para que as crianças de Gaza parassem de morrer de fome, mas fomos atacados e presos por sete dias. Saímos com o mesmo senso de justiça e dignidade.”
Ele também mencionou que “seis ativistas continuam presos nas masmorras de Israel” e criticou as condições a que muitos palestinos estariam submetidos sob “colonização e apartheid do sionismo”.
Mariana Conti
“É emocionante chegar em dia histórico para humanidade que é o cessar-fogo. Mas é importante dizer que a solução de paz na Palestina ainda não foi conquistada e isso não é definitivo. A Palestina vive a décadas sob um regime de apartheid, de limpeza étnica e um regime ilegal. Só conseguiremos paz com independência, autodeterminação para o povo da Palestina, para que eles possam contar a sua própria história”.
Mohamad El Kadri
“A corrente de vocês sobre a Flitolha deu força para nós. O povo Palestino precisa dessa força e esse trabalho tem que continuar. Depois de 2 anos nenhum Palestino foi entrevistado por nenhum canal de TV, enquanto generais que massacram crianças tiveram suas palavras na mídia brasileira”.
“Pela segunda vez fui impedido de entrar em Gaza e se for preciso, quero lembrar palavras do presidente da Colômbia que disse que tem 12 mil combatentes para atuar na Palestina. São 12 mil e um então pois eu lutarei junto”.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/brasileiros-da-flotilha-retornam-ao-brasil-e-revelam-crimes-em-gaza/

