As buscas por Ágata Isabelle, de 5 anos, e Allan Michael, de 4 anos, que desapareceram no domingo (4) em Bacabal (MA), completaram sete dias de intenso esforço, com reforço de militares do Exército Brasileiro e policiais do Batalhão Ambiental. Na noite de sexta-feira (9), 26 militares do Batalhão de Infantaria de Selva e 15 policiais chegaram à cidade para integrar a força-tarefa, que já conta com mais de 200 agentes e centenas de voluntários.
O governador do Maranhão, Carlos Brandão, compartilhou nas redes sociais que o reforço vai otimizar a busca pela localização das crianças. “Os trabalhos seguem sem parar, com técnica e equipamentos adequados, para localizar as crianças e acabar com o sofrimento da família e da comunidade”, afirmou. Equipamentos especializados e técnicas apropriadas estão sendo usadas para ampliar a área de varredura, como drones térmicos, helicópteros e cães farejadores.
A comunidade local tem se mobilizado, e centenas de voluntários se juntaram às equipes de segurança. Juscelino Morais, pedreiro de um povoado distante, comentou: “Nosso desejo é encontrar as crianças vivas. Viemos em mais de 50 pessoas e vamos ficar até a noite ajudando”. Os voluntários, muitos deles moradores da região, têm seguido trilhas e caminhos antigos, guiados por sua experiência no local. Além disso, pescadores e produtores rurais ajudam com embarcações, percorrendo o rio Mearim em busca de pistas.


O caso ganhou maior visibilidade após o resgate de Anderson Kauan, de 8 anos, que também estava desaparecido e foi encontrado por produtores rurais após quatro dias. Ele foi encontrado a cerca de 100 metros do rio Mearim e segue internado, em observação. “Ele só pediu água”, contou um dos responsáveis pelo resgate. A descoberta de Anderson trouxe um alento à família e renovou as esperanças de encontrar as outras crianças.
A região onde as crianças desapareceram é uma área rural de difícil acesso, com vegetação densa e terrenos irregulares. De acordo com o tenente-coronel Marcos Bittencourt, as dificuldades do terreno, que inclui áreas de pasto, açudes e lagos, exigem a utilização de recursos especializados. “A região tem vegetação fechada, espinhos e armadilhas de caçadores, o que torna a busca mais desafiadora”, explicou.
Em apoio à operação, a prefeitura de Bacabal montou duas bases de apoio, e as equipes de segurança estão trabalhando sem pausas, em turnos de 24 horas. A operação de resgate conta também com o uso de helicópteros do Centro Tático Aéreo (CTA), que transportam policiais especializados para áreas de mata fechada. “É um ambiente inóspito”, comentou o coronel Wallace Amorim, comandante da PM-MA.
A situação tem gerado grande comoção na comunidade local. O avô de Ágata, Oswaldo, declarou em entrevista emocionado: “É o que nos dá força para lutar. Mas é difícil, não sabemos onde procurar. A angústia só aumenta. Nunca pensei em passar por isso”. O apoio de voluntários e a ação das autoridades seguem incansáveis, com a esperança de que as crianças sejam encontradas vivas.
Enquanto as buscas continuam, a ação coletiva de forças de segurança e civis, com o uso de tecnologia e apoio logístico, tem sido crucial. A colaboração entre a comunidade e as autoridades reflete o empenho da população local em trazer as crianças de volta para casa.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/buscas-por-criancas-desaparecidas-em-mata-no-ma-entram-no-7o-dia/

