Caso Bacabal: mãe pede DNA após ver criança resgatada nos EUA; Interpol é acionada

A mãe das crianças desaparecidas em Becabal (MA) e os irmãos Allan Michael e Agatha Isabelly. Foto: Reprodução

Clarice Cardoso, mãe de Allan Michael, de 4 anos, procurou a Polícia Federal em São Luís nesta quarta-feira (9) após reconhecer semelhanças entre o filho desaparecido e uma criança resgatada em uma operação nos Estados Unidos. Ela pediu um exame de DNA para verificar a identidade da criança. Allan e a irmã, Ágatha Isabelly, estão desaparecidos desde 4 de janeiro, em Bacabal (MA). Com informações do UOL.

A imagem divulgada pelas autoridades da Flórida em 25 de agosto mostra uma criança ferida, em uma cama e com auxílio de um respirador. Clarice deverá fornecer material genético para a comparação. A semelhança na fotografia ainda não confirma que se trata de Allan.

“Não dá pra ter muita certeza, mas cada característica da criança é igual a do Michael. Por isso precisa fazer o exame genético para fazer a identificação”, disse a mãe ao deixar a sede da PF. Ela também afirmou estar “muito confiante de que meus filhos possam ser encontrados vivos”.

A Polícia Federal informou que solicitará a inclusão de Allan e Ágatha na Difusão Amarela da Interpol, mecanismo de cooperação internacional para localizar desaparecidos. Caberá à organização avaliar as informações e decidir sobre a publicação e o compartilhamento do alerta com os países membros.

Agatha Isabelly
Cartaz de desaparecido das crianças Allan Michael e Agatha Isabelly Reis Lago. Foto: Divulgação

A advogada Nathaly Moraes, que acompanha a família, afirmou que a falta de documentos de identidade e de registros genéticos dos irmãos dificulta uma identificação imediata. Segundo ela, o confronto de DNA é necessário para confirmar ou descartar a hipótese levantada pela mãe.

A operação “Escudo Estadual”, coordenada por autoridades da Flórida, ocorreu entre 17 e 21 de agosto e localizou 163 crianças e adolescentes, de 2 meses a 17 anos. As ações alcançaram diferentes estados americanos, Porto Rico e outros 12 países. O resultado foi anunciado no dia 25, com a informação de que três pessoas haviam sido presas.

As autoridades classificaram a operação como a maior do tipo na história da Flórida. Parte dos menores apresentava histórico de abuso, negligência, exploração ou exposição a atividades criminosas. A polícia ressaltou, porém, que nem todos eram vítimas de tráfico humano.

Allan e Ágatha desapareceram depois de sair para brincar em uma área de mata perto da comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal. O primo Anderson Kauã, então com 8 anos, estava com eles e foi encontrado vivo três dias depois, debilitado e sem roupas, a cerca de 4 quilômetros do local do desaparecimento.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/caso-bacabal-mae-pede-dna-apos-ver-crianca-resgatada-nos-eua-interpol-e-acionada/