A possibilidade de Daniel Vorcaro fechar uma delação premiada no caso Master ficou indefinida depois que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou a remessa do inquérito à Presidência e paralisou sua tramitação até nova ordem. A medida interrompeu novos andamentos enquanto a Corte discute a relatoria e a competência para conduzir os procedimentos.
O ministro André Mendonça continua formalmente à frente do caso, mas não pode determinar diligências nem homologar uma eventual colaboração do ex-banqueiro enquanto vigorar a decisão de Fachin. A paralisação também alcançou apurações sobre o escândalo de corrupção no INSS e a suposta relação entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.
A divulgação de mensagens extraídas do celular de Vorcaro preocupa seus advogados porque o material contém menções a integrantes do STF. Para a defesa, a exposição pode dificultar uma negociação de colaboração premiada, em meio à disputa sobre quem conduzirá os inquéritos.
A Polícia Federal prevê ouvir Vorcaro e seu pai, Henrique Vorcaro, em 30 de setembro, na etapa final da sexta fase da investigação. Henrique, que também está preso, prestará depoimento pela primeira vez no caso.

PF e PGR entram no impasse sobre eventual colaboração
A negociação de uma delação depende também da relação da defesa com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República, que podem celebrar acordos de colaboração. Vorcaro afirmou em depoimento ao gabinete de Mendonça, sem a presença de policiais federais, que as tratativas não avançaram porque ele poderia relatar sua relação com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
A defesa de Vorcaro não comentou o teor desse depoimento, e Andrei Rodrigues também não se manifestou. Mendonça chegou a determinar o afastamento do diretor-geral da PF sob a alegação de monitoramento ilegal do ministro, mas Fachin reverteu a decisão.
A hipótese de acordo com a PGR também ganhou obstáculos porque o procurador-geral Paulo Gonet foi citado em mensagens e apareceu em uma fotografia ao lado de Vorcaro, fumando charutos em um evento em Londres, em 2024. A assessoria da PGR afirmou que diversas autoridades participaram do encontro e que Gonet já havia admitido publicamente sua presença.
Em 18 de setembro, os advogados do ex-dono do Master pediram a Fachin a revogação da prisão preventiva. A defesa sustentou que o prazo para a revisão da medida já havia acabado: a prisão começou em 4 de março de 2026, e o segundo período de 90 dias terminou em 31 de agosto.
No pedido, os advogados alegaram um “esvaziamento dos motivos que levaram à prisão”, citando acusações de intimidações, valores encontrados na conta de Henrique Vorcaro e o poder econômico e a influência política do empresário. A defesa argumentou que esses fatores foram “neutralizados ou perdidos na atualidade”.
Os advogados afirmaram ainda que o julgamento sobre relatoria e competência dos procedimentos correlatos ficou suspenso por um pedido de vista na sessão de 15 de setembro de 2026. Por isso, defenderam que Fachin deve analisar a revisão da prisão, pois os autos foram remetidos à Presidência do STF.
!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);
Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/delacao-vorcaro-travada-decisao-fachin-caso-master/


