A denúncia de influenciadores que afirmam ter sido procurados por agências para publicar conteúdos contra o Banco Central e em defesa do Banco Master reforça a articulação pela instalação de uma CPMI, segundo o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ).
O parlamentar, vice-líder da oposição, afirma que o episódio pode se tornar o fato determinado necessário para obrigar o Congresso a instaurar a investigação.
Jordy disse à CNN Brasil que o pedido de criação da CPMI já reúne 232 assinaturas, sendo 34 senadores e 198 deputados. Segundo ele, o receio de que a cúpula do Congresso alegasse falta de um fato concreto perdeu força após as denúncias.
“Essas denúncias são um elemento novo importante para a gente avançar nas investigações e não deixar o assunto morrer”, afirmou o deputado, acrescentando que os influenciadores poderão ser convocados a depor.
As acusações foram feitas pelo vereador de Erechim (RS), Rony Gabriel (PL), que tem 1,7 milhão de seguidores, e pela influenciadora Juliana Moreira Leite, seguida por 1,4 milhão de pessoas. Ambos relataram ter recebido ofertas de contratos para publicar conteúdos que sugerissem que o Banco Master seria vítima do Banco Central.
“Essas denúncias demonstram que há uma força-tarefa por parte do grupo de (Daniel) Vorcaro para fomentar o sistema no caso do TCU (Tribunal de Contas da União) e fazer alguma ação no sentido de ou anulação da liquidação ou anulação do processo dele no STF”, afirmou Jordy.
Influenciadores descrevem propostas e recusas
Rony Gabriel afirmou que foi procurado em 20 de dezembro por uma empresa que dizia atuar com “gerenciamento de reputação para um grande executivo” e oferecia pagamento — descrito por ele como “uma boa grana” — para gravar vídeos que apresentassem o Banco Master como alvo de perseguição. Ele diz ter recusado a proposta.
Juliana Moreira Leite relatou ter recebido abordagem semelhante para defender o Master e atacar o Banco Central. Ela também rejeitou o acordo e publicou: “Nem todos podem ser comprados pelo sistema. Obrigada Rony Gabriel por não me fazer se sentir tão sozinha”.
O caso ocorre em meio às decisões do Banco Central relacionadas à instituição. Em 18 de novembro, o BC decretou medidas após identificar problemas financeiros associados ao crescimento acelerado do banco, à captação de recursos acima da média e à compra de ativos de baixa liquidez, como empresas com dificuldades, precatórios e direitos creditórios.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/denuncia-de-influencers-sobre-defesa-do-master-e-ataques-ao-bc-impulsiona-cpmi-diz-deputado/


