O ator Selton Mello declarou neste sábado (24) que votará no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em uma carta publicada nas redes sociais, ele escreveu: “Minha escolha será o treze, desde 1989 tem sido assim, com exceção dos anos de FHC”.
Selton dirigiu a mensagem a uma amiga chamada Alice e associou seu voto à defesa da democracia, da educação, dos direitos básicos e do respeito à diversidade. O artista também criticou a intolerância e defendeu que divergências eleitorais não rompam relações pessoais.
“Compreenderei se sua escolha for diferente”, escreveu o ator. Ele afirmou que pretende manter a escuta mesmo diante de posições opostas: “Precisamos saber construir pontes entre as diferenças e estarei sempre disposto a te ouvir com atenção e procurar entender seu raciocínio, que talvez seja diferente do meu”.
Na carta, Selton aconselhou a amiga a olhar “pelo lado do afeto, da capacidade de se comover com a dor do outro”. Ao tratar da convivência política, acrescentou: “Jamais a intolerância truculenta, Alice querida. Sempre a vida”.
Lista reúne 13 obras para refletir sobre o Brasil
Além de expor sua escolha eleitoral, Selton Mello compartilhou 13 produções brasileiras que, para ele, podem ampliar perspectivas sobre o país. A relação reúne filmes, livros, peças e discos de autores e artistas de diferentes períodos.
Entre as indicações estão o filme “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, e os livros “Um Defeito de Cor”, de Ana Maria Gonçalves, “O Avesso da Pele”, de Jeferson Tenório, e “Quarto de Despejo”, de Carolina Maria de Jesus.
O ator também citou os álbuns “Clube da Esquina”, de Milton Nascimento e Lô Borges, “Sobrevivendo no Inferno”, dos Racionais MC’s, “Construção”, de Chico Buarque, “Alucinação”, de Belchior, e “Da Lama ao Caos”, de Chico Science & Nação Zumbi.
A seleção inclui ainda “Eles Não Usam Black-Tie”, de Gianfrancesco Guarnieri, “Macunaíma”, de Mário de Andrade, “Cabra Marcado para Morrer”, de Eduardo Coutinho, e “O Alienista”, de Machado de Assis. Selton disse que enviou as recomendações para iluminar os pensamentos da amiga “hoje ou em qualquer tempo”.
O ator relatou que seu pai morreu três meses antes e afirmou que vem cuidando da saúde psicológica e espiritual desde a perda. Ao explicar a demora para responder à amiga, disse que precisou reorganizar seus sentimentos.
Mesmo após explicitar o voto em Lula, Selton reiterou que a amizade deve sobreviver às diferenças: “Você pode concordar ou discordar e seguir outro caminho, eu te amarei da mesma forma, sinceramente”. A carta termina com um convite para que os dois compartilhem um bolo de que Alice gosta.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/desde-1989-selton-mello-declara-voto-em-lula-e-faz-defesa-da-democracia/

