Um ato político durante um evento em São Paulo acabou criando um problema para Flávio Bolsonaro, justamente entre o eleitorado evangélico. Ao lado do governador Tarcísio de Freitas, o senador foi filmado erguendo uma imagem de Nossa Senhora Aparecida.
O gesto, que aproxima Flávio do simbolismo católico ligado à Padroeira do Brasil, acabou pegando mal entre evangélicos. Para esse eleitorado, a exibição de uma imagem de santo entra em choque direto com suas convicções religiosas. É fruto do desespero de Flávio.
A cena que pretendia produzir uma demonstração de proximidade com o público católico acabou abrindo uma frente de desgaste entre evangélicos — um novo tiro no pé.
O jornalista Valdo Cruz chamou atenção justamente para esse problema durante comentário na GloboNews. Destacou que a questão religiosa envolvendo Nossa Senhora Aparecida tem um peso forte, sobretudo pela relação da santa com o 12 de outubro e com o catolicismo.
“A imagem de Flávio segurando Nossa Senhora Aparecida, para o grupo evangélico… Tem uma ala que condena totalmente qualquer tipo de imagem de santo. Isso é muito forte”, afirmou. É um estrago eleitoral.
Caiu como uma bomba entre os evangélicos a cena de Flávio Bolsonaro segurando Nossa Senhora Aparecida ao lado de Tarcísio, após um fim de semana de ataques à santa. Na GloboNews, já falam em possível estrago eleitoral. pic.twitter.com/IG3KmqvFk1
— Bruno Guzzo® (@brunoguzzo) September 28, 2026
A campanha do candidato da extrema-direita sentiu o baque do caso Nossa Senhora Aparecida. Tornou-se a terceira maior controvérsia política de 2026 nas redes sociais. Segundo informações do UOL, o episódio acumulou 977,6 mil menções em 55 horas e gerou pelo menos 8,5 milhões de interações.
O Instituto Democracia em Xeque colocou o episódio atrás apenas de “Mendonça vs. Moraes” e da “Quebra de sigilo Dark Horse” em sua série comparativa dos últimos 12 meses. Nas primeiras 24 horas, a discussão já havia alcançado 669,9 mil publicações e chegou a um pico de 38,3 mil menções em apenas uma hora.
No domingo (27), Flávio atacou de maneira covarde e leviana a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e acusou pessoas ligadas à entidade de ajudarem na circulação de publicações que afirmavam que ele teria um plano para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
“O PT, eu sei hoje, já estava havia alguns dias tentando levantar essa fake news, conseguiu com a ajuda de gente de dentro da CNBB, infelizmente essa realidade”, disse. Não apresentou nomes ou provas da suposta participação de integrantes da CNBB.
Pastor de Flávio chutou a santa
O pastor de Flávio Bolsonaro, J. B. Carvalho, fez um ataque frontal ao catolicismo e à devoção a Nossa Senhora em seu livro “A Bomba”. No capítulo 11, Carvalho contesta diretamente a legislação que reconhece Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil.
“A lei que estabelece Aparecida como padroeira no Brasil é ilegal”, afirma. Na sequência, sustenta que não haveria “amparo constitucional para determinar que a deusa mariana seja imposta a toda uma nação como padroeira” e argumenta que “o Brasil não possui mais ligação entre igreja e estado”.
O pastor também recorre às Constituições brasileiras para sustentar sua interpretação. Segundo ele, a separação entre Estado e religião teria sido estabelecida pela Constituição de 1891 e preservada pelas Constituições de 1934, 1937, 1946, 1967/69 e 1988.
“Por esta razão o feriado de 12 de outubro é ilegal”, diz.
!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);
Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/flavio-bolsonaro-ergue-imagem-de-nossa-senhora-aparecida-e-revolta-evangelicos/


