O governo federal informou que avalia a demolição da Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo, após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. A jovem foi lançada de uma altura de cerca de 40 metros sem estar presa às cordas de segurança durante um salto de rope jump.
A estrutura pertence à União e está desativada para o tráfego de veículos há cerca de 30 anos. A ponte fica na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, na Estrada Doutor Cássio de Freitas Levy, em uma área rural cercada por mata e trilhas usadas por ciclistas, corredores e praticantes de esportes radicais.
Após a morte da jovem, representantes da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e da Advocacia-Geral da União (AGU) estiveram na região e se reuniram com a prefeita de Cordeirópolis, Cristina Saad (União), e o prefeito de Limeira, Murilo Felix (Podemos), além de equipes das duas administrações municipais.
As duas prefeituras defenderam a demolição da ponte. Segundo o governo federal, os municípios também se comprometeram a reforçar medidas para impedir o acesso ao local até que uma decisão definitiva seja tomada.
A Prefeitura de Limeira informou que vai reabrir uma vala usada anteriormente para bloquear a entrada na área. Já a Prefeitura de Cordeirópolis afirmou que o acesso pelo município sempre esteve fechado e também defendeu a implosão da estrutura.
Enquanto o destino da ponte não é definido, a União informou que pretende instalar placas de aviso para indicar que a área pertence ao governo federal e que a entrada é proibida. Também devem ser colocadas barreiras físicas para restringir a circulação no local.
“A SPU continuará discutindo com os governos locais uma solução definitiva para a referida ponte, que poderá ser eventual remoção”, diz a nota.

A SPU afirmou ainda que nunca autorizou atividades esportivas na Ponte do Esqueleto. Apesar disso, o local passou a ser usado informalmente para visitação e práticas de aventura, incluindo eventos de rope jump divulgados por empresas do setor.
A segurança da área já era discutida antes da morte da jovem. Após a morte de uma ciclista em 2024, a Superintendência do Patrimônio da União em São Paulo solicitou à Prefeitura de Limeira o bloqueio do acesso à estrutura e a instalação de sinalização de perigo.
Maria Eduarda morreu no sábado (13), após ser lançada sem a corda que deveria sustentar o salto. O caso foi registrado pela Polícia Civil como homicídio. Três instrutores foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual, e a Justiça converteu as prisões em preventivas.
Segundo o boletim de ocorrência, uma testemunha mostrou aos policiais um vídeo em que três pessoas erguem a jovem acima da cabeça e a arremessam da ponte. O documento aponta que, na gravação, ela aparece sem o equipamento de segurança necessário para a queda.
A delegada Andréa Dantas afirmou que os presos não conseguiram explicar o que aconteceu antes do salto. “Eles estão até desnorteados ali com a situação porque praticam isso há muito tempo e nunca tinha acontecido [um episódio como esse]”, disse.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/governo-vai-demolir-ponte-onde-jovem-morreu-em-limeira-sp/

