A Justiça Eleitoral proibiu o candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União) de usar “mulheres nuas ou com o corpo pintado” como recurso em atos de campanha. O juiz Mhercio Cerqueira Monteiro acolheu pedido da coligação do governador Jerônimo Rodrigues (PT), adversário do ex-prefeito de Salvador nas eleições de 2026.
A decisão estabelece multa de R$ 50 mil por ato de descumprimento e para cada responsável. O magistrado ordenou que a equipe de ACM Neto se abstenha de repetir a propaganda com mulheres nuas ou com o corpo pintado como “adereço ou recurso cênico” em eventos eleitorais.
O processo trata de uma carreata realizada em 28 de agosto, no bairro de São Cristóvão, em Salvador. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram duas mulheres aparentemente nuas, com os corpos pintados de azul e rosa e números de urna inscritos na pele, sobre um veículo de som.
A coligação de Jerônimo apontou propaganda eleitoral irregular e descreveu a “exibição de duas mulheres com os corpos aparentemente nus e pintados com as cores da campanha” de ACM Neto. O governador criticou o episódio em um comício no último sábado: “A cena foi deplorável”.

ACM Neto nega autorização e juiz pede defesa de deputado
ACM Neto afirmou à Rádio Piatã FM, no início do mês, que repudiava o uso do corpo feminino em campanhas. “Eu repudio completamente qualquer tipo de utilização do corpo da mulher ou da exploração do corpo feminino com o propósito de campanha eleitoral ou de qualquer outra coisa”, disse.
Em nota, a coligação Unidos Para Mudar a Bahia declarou que jamais contratou, autorizou ou orientou a presença de mulheres nuas ou seminuas em atos eleitorais. Também afirmou repudiar “veementemente o uso ou exploração de corpos femininos como recurso de campanha”.
A defesa sustenta que a situação decorreu de uma iniciativa isolada, sem conhecimento prévio nem participação da coordenação de campanha. Segundo a nota, um deputado assumiu publicamente a responsabilidade pelo ocorrido e desvinculou a iniciativa da coligação de ACM Neto.
O juiz deu dois dias para o deputado estadual Emerson Penalva apresentar defesa. Ele foi citado no caso como o parlamentar cujos apoiadores teriam provocado o episódio durante a carreata em Salvador.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/justica-eleitoral-proibe-mulheres-nuas-na-campanha-de-acm-neto/

