Míssil inflável explode no colo de Flávio Bolsonaro

Manifestantes ao lado de míssil inflável na Avenida Paulista com pedido para Donald Trump atacar o Brasil. Foto: Reprodução

Por Leonardo Sakamoto, no UOL

Além disso, não é a primeira vez que uma manifestação bolsonarista pediria ajuda a Trump. Para citar apenas a última, um boneco inflável gigante do presidente norte-americano foi levado à Paulista. E como esquecer o bandeirão dos EUA estendido em 7 de setembro de 2025, em pleno aniversário da independência?

E também há um complicador: o próprio senador já havia pedido para o governo Trump “bombardear” o Brasil no ano passado. Ao comentar uma publicação no X de Pete Hegseth, secretário de Defesa dos Estados Unidos, que havia anunciado mais um bombardeio a embarcações no Oceano Pacífico, ele disse: “Que inveja! Eu ouvi que há barcos como esse aqui no Rio de Janeiro, na Baía da Guanabara, inundando o Brasil com drogas. Você não gostaria de passar alguns meses aqui nos ajudando a lutar contra essas organizações terroristas?”

Sim, um senador da República sugere publicamente a uma potência estrangeira que realize operações militares em nossas águas territoriais a fim de bombardear brasileiros sem o devido processo legal. O tráfico de drogas precisa ser combatido, mas não são aceitáveis, aqui ou em qualquer lugar, mortes infligidas sem apresentação de provas, sem acusações, sem direito de defesa, sem julgamentos, ou seja, sem o devido processo legal. Menos ainda que isso seja feito por uma potência estrangeira.

Não precisamos de uma solução “Deus Ex Machina” estadunidense para resolver nossos problemas; precisamos de autoridades que atuem de forma integrada para combater o crime organizado, estrangulem financeiramente as máfias e interrompam a promiscuidade com traficantes e milicianos.

Pois é mais fácil pedir um míssil do que enfrentar as redes de corrupção, melhorar a investigação policial, investir em inteligência e promover a justiça social, medidas trabalhosas, pouco glamourosas e que não cabem em 280 caracteres.

Quero crer que o senador nunca pedirá o uso de armas nucleares contra o seu próprio território, mesmo se perder a eleição. Mas, pelo visto, seus apoiadores, sim, sentindo-se autorizados pela falta de freio que suas lideranças políticas não impõem à militância.

A imagem de hoje vai circular bastante. E aqui a questão não é apenas o risco à soberania, mas à integridade física. Os EUA não vão atender meia dúzia de idiotas, mas há uma parcela violenta da população que deve ser empoderada com o retorno desse grupo político ao poder. O risco não é um míssil, mas o que esse pessoal armado poderá fazer ao seu vizinho, ao motorista ao lado, ao colega de trabalho.

!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);

Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/missil-inflavel-explode-no-colo-de-flavio/