O senador Flávio Bolsonaro chegou a Miami na quarta-feira (28), após a confirmação de sua derrota eleitoral para Lula, levando o debate sobre sua situação judicial para uma cidade que se consolidou como destino de líderes conservadores e ex-governantes latino-americanos. Vai se juntar a toda sorte de escória instalada no balneário tramando golpes e outras canalhices contra a humanidade mundo afora.
Flávio é investigado por lavagem de dinheiro e corrupção e, conforme o relato, deixou o Brasil sem entregar os passaportes, como determinava uma ordem judicial. Ele cruzou a fronteira terrestre com a Argentina, embarcou em um voo fretado com escala no Equador e seguiu para a Flórida.
Ao desembarcar, o senador divulgou uma nota em que se declarou “presidente eleito”. Pouco depois, substituiu a expressão por “líder do Brasil”, em referência que remeteu à autoproclamação de Juan Guaidó como presidente venezuelano em 2019.
Miami já havia acolhido Gerardo Machado, ex-governante cubano que se instalou na cidade em 1937 após fugir de Cuba. Machado enfrentava mandados de prisão por suspeitas de assassinato e desvio de dinheiro público e morreu nos Estados Unidos dois anos depois.

Histórico de exílios políticos e força republicana em Miami
Depois de Machado, a cidade recebeu nomes como o ex-governante cubano Fulgêncio Batista, o general venezuelano Marcos Pérez Jiménez e o ex-presidente panamenho Ricardo Martinelli. Guaidó também passou a viver nos Estados Unidos depois de perder o reconhecimento internacional que recebeu durante o governo de Donald Trump.
Jair Bolsonaro viajou para a Flórida no fim de 2022, logo após perder a eleição presidencial para Lula, e retornou ao Brasil três meses mais tarde. Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, vive nos Estados Unidos, no Texas, segundo o relato.
A força eleitoral da direita em Miami se apoia sobretudo em comunidades cubanas e venezuelanas que associam governos de esquerda a experiências políticas de seus países de origem. Em janeiro deste ano, o condado de Miami-Dade registrava quase 350 mil eleitores hispânicos filiados ao Partido Republicano, diante de cerca de 180 mil democratas.
A cidade abriga cerca de 40 mil brasileiros e deu 76,7% dos votos a Flávio no segundo turno, contra 23,3% para Lula. Nesta sexta-feira (30), deputados democratas questionaram o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sobre uma eventual ajuda para que o senador obtivesse visto e deixasse o Brasil após a eleição.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/novo-lar-de-flavio-bolsonaro-como-miami-virou-moco-da-extrema-direita-latino-americana/

