Os candidatos que ficaram fora do segundo turno da eleição presidencial adotaram posições diferentes diante da disputa entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Romeu Zema (Novo) anunciou oposição ao PT, Ronaldo Caiado (PSD) disse que consultará o partido, e Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) descartaram endossar qualquer um dos finalistas.
Ex-governador de Minas Gerais, Zema celebrou o que classificou como avanço da direita e afirmou que atuará contra os petistas na etapa final. “Onde tivermos PT no segundo turno, estarei contra o PT”, declarou após a apuração.
Com 99,99% das urnas apuradas, Zema tinha 0,27% dos votos. Ele também comemorou o desempenho do Novo, dizendo que a sigla atingiu os requisitos da cláusula de barreira com a eleição de três senadores e ao menos oito deputados federais.
O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) informou que investigará a entrada do candidato com um celular na cabine de votação; Zema negou ter usado o aparelho e disse que levou uma cola em papel.

Caiado adia definição, enquanto Cury e Renan rejeitam apoio formal
Caiado afirmou que só anunciará sua posição depois de conversar com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. O ex-governador de Goiás disse que preservará sua coerência, mas não se pronunciará antes da reunião com o comando partidário.
Ao fazer um balanço da campanha, Caiado declarou que “não venci, mas caí de pé” e criticou a falta de debates durante a eleição. Ele disse que continuará na vida pública e atuará em favor do governador eleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB), da senadora eleita Gracinha Caiado e de integrantes da base governista no estado.
Terceiro colocado, o escritor e médico Augusto Cury recebeu 3.429.197 votos, ou 2,89% do total. Ele parabenizou Lula e Flávio pela ida ao segundo turno, mas proibiu aliados de anunciar apoio em seu nome: “Eu me silencio completamente em relação àqueles que estarão no segundo turno. Ninguém está autorizado a, em meu nome, pedir ou dizer que vai apoiar qualquer um dos candidatos”.
Cury afirmou que não pretende fazer carreira política e defendeu a continuidade de propostas como o fim da reeleição presidencial, mandatos de oito anos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a adoção do semipresidencialismo. O candidato também pediu uma auditoria internacional sobre o alcance de sua campanha nas redes sociais, mas declarou que respeita o resultado e não questiona as urnas eletrônicas.
Renan Santos terminou em quarto lugar, com 2.656.451 votos, equivalentes a 2,24%. Ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), ele classificou o desempenho como ruim e disse que o Missão não alcançará a cláusula de barreira.
Renan não declarou apoio a Lula ou a Flávio Bolsonaro e liberou a militância para votar como quiser, ao mesmo tempo em que afirmou que “não há direita no Brasil sem Bolsonaro”.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/quem-cury-renan-caiado-e-zema-vao-apoiar-no-segundo-turno/


