Ulrich Siegmund, de 35 anos, é o principal nome da Alternativa para a Alemanha (AfD) na eleição da Saxônia-Anhalt e pode se tornar o primeiro governador do partido no país. Nascido em Havelberg, em 1990, ele é deputado estadual desde 2016 e atualmente lidera a bancada da legenda no parlamento regional ao lado de Oliver Kirchner.
Antes de chegar à AfD, Siegmund teve passagem pela União Democrata Cristã (CDU), partido de centro-direita. Filiou-se à legenda aos 19 anos e deixou o partido cinco anos depois. Aos 24, ingressou na AfD e, dois anos mais tarde, conquistou uma cadeira no Landtag da Saxônia-Anhalt.
A trajetória profissional do candidato começou fora da política. Siegmund fez formação em comércio grossista e externo e estudou psicologia econômica e gestão de empresas. Antes de se eleger, trabalhou no setor de perfumes e fundou, em 2014, uma empresa de marketing olfativo voltada ao uso de fragrâncias em ambientes públicos.
Na atual campanha, Siegmund procura projetar uma imagem jovem, informal e próxima do eleitorado. Com o slogan “Tudo é possível”, participa de eventos em pequenas cidades, aparece ao lado de apoiadores e investe fortemente em redes sociais. Ele reúne mais de 400 mil seguidores no Instagram e mais de 763,5 mil no TikTok.
O crescimento de sua projeção ocorre junto com o avanço da AfD na Saxônia-Anhalt. Pesquisas citadas na reta final da eleição apontam o partido com 40% a 43% das intenções de voto. Siegmund já afirmou que pretende governar apenas se a legenda conquistar maioria suficiente para administrar o estado sem depender de outros partidos.
O programa apresentado por ele inclui uma política migratória mais restritiva e a promessa de “deportar desde o primeiro minuto” estrangeiros sem direito legal de permanência. A AfD também propõe obrigatoriedade de trabalho para refugiados, cortes em recursos destinados a ONGs pró-democracia e mudanças na educação, como a ampliação do ensino domiciliar e a redução da política de inclusão em turmas mistas.
Siegmund também esteve envolvido em controvérsias. Em novembro de 2023, participou de uma reunião próxima a Potsdam na qual o extremista de direita austríaco Martin Sellner apresentou propostas relacionadas à chamada “remigração”.
Posteriormente, o político afirmou que sua presença foi privada e que participar da conferência não significava concordância com o conteúdo. Questionado sobre o tema em 2024, respondeu: “As acusações devem ser rejeitadas.”

A estrutura regional da AfD na Saxônia-Anhalt foi classificada, em novembro de 2023, pelo Departamento Regional de Proteção da Constituição como “esforço comprovadamente extremista de direita”. Entre os fundamentos citados estão declarações racistas, antissemitas e hostis aos muçulmanos atribuídas a dirigentes e integrantes da legenda. A classificação é contestada judicialmente pela AfD.
Outra controvérsia envolve o pai de Siegmund, Andreas, que aos 66 anos passou a trabalhar no gabinete parlamentar de um deputado da AfD em Berlim e já havia prestado serviços a outros políticos do partido. O caso gerou acusações de nepotismo. Siegmund defendeu de forma geral a contratação de pessoas próximas, alegando dificuldades da legenda para recrutar profissionais.
A bancada estadual liderada por Siegmund também emprega quatro ex-integrantes da Heimattreuen Deutsche Jugend, organização neonazista posteriormente proibida. Durante atos de campanha, o candidato também foi visto próximo a apoiadores que exibiam roupas e tatuagens associadas à cena neonazista, incluindo o símbolo conhecido como “Sol Negro”.
A repercussão em torno de seu nome aumentou em 2026. A revista “Der Spiegel” estampou Siegmund na capa com a expressão “o homem mais perigoso da Alemanha”. Ele transformou a publicação em peça de campanha e passou a autografar exemplares durante comícios.
Casado e pai de uma filha, Siegmund também utiliza com frequência referências a família, segurança, pátria e mudança em sua comunicação política. Em seu gabinete, mantém um retrato de Otto von Bismarck acompanhado da frase: “Um pensamento verdadeiro não pode ser derrubado com mentiras para sempre.”
Se vencer e conseguir maioria suficiente para formar governo, Ulrich Siegmund poderá se tornar o primeiro chefe de governo estadual da AfD na Alemanha. O resultado também colocaria no comando da Saxônia-Anhalt um político ligado a uma estrutura partidária regional oficialmente classificada pelas autoridades locais como extremista de direita.
!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);
Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/quem-e-o-candidato-que-pode-levar-a-extrema-direita-ao-poder-na-alemanha-pela-1a-vez-desde-o-nazismo/

