A confiança dos consumidores na economia dos Estados Unidos caiu em setembro ao menor nível desde abril de 2014, em meio à pressão dos preços sobre o orçamento das famílias. O índice do Conference Board passou de 88,6 pontos em agosto para 81,9, abaixo do piso registrado durante a pandemia. O levantamento foi divulgado nesta terça-feira (29), a pouco mais de um mês das eleições legislativas, que testarão a força política do presidente Donald Trump. Com informações da Associated Press.
A queda de 6,7 pontos foi acompanhada por uma piora nas avaliações do presente e nas expectativas para os próximos meses. O indicador da situação atual recuou 7,9 pontos, para 109,3, enquanto o de perspectivas caiu 5,9 pontos, para 63,6. Nas respostas coletadas entre 1º e 23 de setembro, consumidores mencionaram com frequência o custo elevado da gasolina, dos produtos e dos serviços.
Segundo Dana Peterson, economista-chefe do Conference Board, o recuo acentuou o enfraquecimento observado nos dois meses anteriores. A avaliação das condições atuais dos negócios ficou negativa pela primeira vez desde setembro de 2024. A percepção sobre o mercado de trabalho também piorou, embora tenha permanecido positiva.
Os salários, por sua vez, avançaram menos que os preços. A remuneração média por hora cresceu 3,1% nos 12 meses encerrados em agosto, o menor ritmo desde maio de 2021. No mesmo período, a inflação ao consumidor foi de 3,4%. Na comparação mensal, a alta dos preços acelerou de 0,1% em julho para 0,4% em agosto.

A continuidade da guerra no Irã pressiona os combustíveis, e o preço médio do galão de gasolina comum chegou a US$ 4,46. Também subiram os custos de eletrodomésticos, consertos de automóveis e serviços de telefonia móvel. Nos mercados financeiros, o rendimento dos títulos do Tesouro estadunidense de dez anos ultrapassou 5% em meados de setembro, em um cenário de petróleo mais caro e expectativa de aperto monetário.
Para tentar conter a inflação, o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, elevou os juros em 0,25 ponto percentual duas semanas antes da divulgação da pesquisa. Foi a primeira alta desde 2023, levando a taxa para cerca de 3,9%. A medida tende a encarecer o crédito imobiliário, o financiamento de veículos e as dívidas no cartão.
Trump mantém as críticas a Joe Biden pelos preços elevados, mas a inflação aumentou desde o início de seu segundo mandato, em janeiro de 2025. A pesquisa mostra que os consumidores ainda esperam uma melhora na renda familiar, porém menor do que nas rodadas anteriores — mais um sinal de perda de confiança na economia antes da votação que renovará a Câmara e parte do Senado.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/sob-trump-confianca-na-economia-dos-eua-cai-ao-menor-nivel-em-12-anos/


