O presidente do STF também afirmou que algumas reações públicas indicaram “menos apreço pela crítica institucional legítima e mais inclinação à lógica da desmoralização contínua das instituições judiciais, por vezes reduzidas à ironia fácil, à hostilidade difusa e à negação de sua dimensão humana”. Para Fachin, magistrados não estão acima da crítica nem fora do controle social, mas também não devem ser submetidos a uma cultura permanente de aversão e desprestígio institucional.
Ao final da nota, o ministro defendeu civilidade em momentos de luto. “Cultivar civilidade e empatia em momentos de luto não significa restringir o debate público. Significa reconhecer que a solidez de uma democracia também se revela na capacidade de preservar a humanidade mesmo em contextos de discordância. Uma sociedade que naturaliza a supressão simbólica da dignidade fragiliza, ao mesmo tempo, os próprios fundamentos éticos da Justiça e da vida republicana para todas cidadãs e cidadãos”, afirmou.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/stf-critica-charge-da-folha-apos-morte-de-magistrada-logica-da-desmoralizacao/


