Trump evita garantir reconhecimento da eleição no Brasil

Donald Trump fala durante reunião na sede das Nações Unidas, em Nova York. Foto: Julia Demaree Nikhinson/AP Photo

Integrantes da Casa Branca evitaram assegurar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconhecerá o resultado da eleição presidencial brasileira, independentemente do vencedor. Duas fontes afirmaram que uma eventual manifestação dependerá do próprio presidente americano. Com informações de Estadão.

Outro integrante do governo dos EUA disse que Trump “respeita Lula e também respeita Flávio Bolsonaro” e repetiu que a posição sobre o desfecho da disputa ficará a cargo do republicano.

Fontes admitiram que Trump tem preferência por um candidato em razão da afinidade ideológica, mas não citaram diretamente Flávio Bolsonaro. Uma delas afirmou que maior alinhamento político e ideológico seria “mais benéfico” para a relação entre Brasil e Estados Unidos.

A mesma fonte não detalhou quais benefícios esse alinhamento poderia trazer e disse que Trump ainda não declarou apoio formal a nenhum candidato. “Mas tudo pode mudar”, afirmou, acrescentando que Washington mantém interlocução com os dois principais adversários e que uma preferência pública não seria “diplomaticamente bem visto” neste momento.

Governo dos EUA nega interferência no pleito brasileiro

Integrantes da Casa Branca também negaram que o governo americano pretenda interferir no processo eleitoral brasileiro. Questionada sobre indícios de interferência por inteligência artificial mencionados por Lula, uma das fontes respondeu: “Não tem interferência”.

Lula declarou à CNN Internacional, na segunda-feira, que Trump teria dito a interlocutores que não intervirá na eleição brasileira. Uma fonte da Casa Branca afirmou que “Trump tem dito isso” e sustentou que os Estados Unidos não têm como acessar o sistema eleitoral do país.

A fonte, porém, não respondeu quando perguntada especificamente sobre possível atuação estrangeira por meio de inteligência artificial, sem relação direta com as urnas eletrônicas. O Departamento de Estado dos EUA também recusou comentar o tema.

Representantes do governo americano discutiram terras raras e outros assuntos com pessoas próximas ao principal adversário de Lula, mas classificaram os contatos como não oficiais porque os interlocutores brasileiros não ocupam cargos públicos. O blogueiro Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro, negou conversas sobre o assunto; na semana anterior, ele e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro se reuniram com integrantes do Departamento de Estado.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/trump-reconhecimento-eleicao-brasil-casa-branca/