Açaí chega a R$ 60 e dispara em Belém

O preço do açaí voltou a disparar em Belém e já acumula alta superior a 15% apenas no mês de fevereiro, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA). O açaí, principal alimento da mesa paraense, mantém trajetória de forte valorização em 2026, pressionando o orçamento das famílias e ampliando o custo de vida na capital.

De acordo com a pesquisa realizada em feiras livres, pontos de venda e supermercados, o litro do açaí tipo médio passou de R$ 28,82 em janeiro para R$ 33,15 em fevereiro, um aumento de 15,02% em apenas um mês. No acumulado do ano, a alta chega a 15,22%, enquanto em 12 meses o reajuste é de 12,64%, superando com folga a inflação oficial do período.

O cenário também é de elevação contínua no açaí tipo grosso, que atingiu média de R$ 47,19 por litro em fevereiro, ante R$ 41,95 no mês anterior. O aumento mensal foi de 12,49%, com alta acumulada de 13,30% em 2026 e de quase 17% nos últimos 12 meses, consolidando uma tendência de encarecimento persistente do produto.

Variação de preços do açaí em Belém

Além da alta média, o estudo chama atenção para a grande variação de preços conforme o local de venda. Nas feiras livres, o litro do açaí médio variou entre R$ 30 e R$ 42, enquanto nos supermercados os valores ficaram entre R$ 34,99 e R$ 38. Já o açaí grosso apresentou preços entre R$ 40 e R$ 60 nas feiras e de R$ 49,99 a R$ 55 nos supermercados.

Segundo o DIEESE/PA, a alta está diretamente ligada à entressafra do fruto, que reduz a oferta, além do aumento dos custos de produção e distribuição, como transporte, energia e armazenamento. A demanda aquecida, tanto no mercado interno quanto externo, também contribui para elevar os preços.

Impacto da entressafra e custos de produção

A tendência, de acordo com o levantamento, é de manutenção da carestia ao menos até o fim do período de entressafra. Dados mais recentes já indicam que, na primeira quinzena de março, o litro do açaí vem sendo encontrado por valores que superam R$ 70 em alguns pontos de venda, reforçando o cenário de pressão sobre o consumo e sobre o orçamento das famílias paraenses.

Fonte: https://diariodopara.com.br/belem/acai-chega-a-r-60-e-dispara-em-belem/