Um representante jurídico da Monte Cristo, em Belém, desmentiu o boato de que a empresa de transporte fechou as portas após a greve dos trabalhadores. Ele ainda afirma que está em recuperação judicial.
Em nota à imprensa, o advogado Pablo Buarque esclareceu que a Justiça do Trabalho determinou o retorno imediato de 50% da frota. A decisão aponta que as razões apontadas pelo Sindicato dos Rodoviários não justificam a paralisação total dos trabalhos.
A categoria pede pagamento de salários atrasados, ticket alimentação, férias vencidas e outras demandas trabalhistas. Essa é a terceira paralisação na empresa neste ano.
Ainda segundo o advogado da empresa, um Oficial de Justiça foi enviado para notificar diretamente o sindicato na garagem da empresa, na Avenida Visconde de Inhaúma. Essa garagem fica no bairro da Pedreira.
O objetivo centra da Monte Cristo, segundo o representante jurídico, é “restaurar a capacidade plena de pagamento e garantir um transporte digno e contínuo para a sociedade paraense”.
A Monte Cristo
Fundada em 1969, Monte Cristo mantém as linhas as tradicionais linhas CDP Providência; Sacramenta–São Brás; Sacramenta–Humaitá; Sacramenta–Bernal do Couto; Pedreira–Nazaré e Pedreira–Lomas A.
Os veículos atendem os moradores dos bairros da Sacramenta, Pedreira e Val de Cans, impactando diretamente 25 mil passageiros.
A empresa também expandiu as operações e passou a operar em Marituba com as linhas Marituba / Pátio Belém e Marituba Ver-o-Peso.
Nos últimos anos, a Monte Cristo acumulou dívidas e enfrentou dificuldades para manter sua frota em circulação. Parte dos veículos chegou a ser apreendida por instituições financeiras devido ao não pagamento de financiamentos.
O que diz a patronal
O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belém (Setransbel) informou que a greve na Monte Cristo ocorre em meio às dificuldades financeiras enfrentadas pela operadora. Isso seria “reflexo do desequilíbrio econômico do sistema de transporte público”.
Segundo o sindicato, um dos principais fatores é a tarifa de R$4,60 paga pelos passageiros. Essa tarifa é considerada pela patronal “abaixo do valor considerado necessário para garantir a manutenção adequada do serviço”.
A tarifa, segundo o Setransbel, tem gerado prejuízos acumulados às empresas do setor. A situação fica mais grave com o aumento dos custos operacionais, especialmente com combustível, manutenção, peças, salários e benefícios trabalhistas.
O SETRANSBEL informou ainda que a empresa mantém diálogo com os trabalhadores e com a categoria rodoviária. O objetivo é buscar soluções para a regularização das pendências e a retomada integral da operação.
Fonte: https://diariodopara.com.br/belem/monte-cristo-faliu-empresa-quebra-silencio-e-revela-situacao-real-em-meio-a-greve/

