Mais de mil famílias paraenses que tiveram o sonho da casa própria interrompido em 2019 voltaram a ter esperança com a retomada das obras do Residencial Val-de-Cans, em Belém. O Ministério das Cidades comunicou, nesta terça, 28, a autorização para a continuidade do empreendimento, com previsão de conclusão de mil unidades habitacionais nesta nova etapa. O anúncio reacende a expectativa de milhares de beneficiários que aguardam, há anos, pela entrega das moradias.
Segundo o ex-ministro das Cidades, Jader Filho, a retomada é resultado de articulação iniciada ainda durante sua gestão.
“Um esforço construído na nossa gestão, e agora conta com a assinatura do ministro Vladimir Lima. São R$ 140 milhões para tirar do papel e transformar em casa, dignidade e futuro para as famílias paraenses”, afirmou. O investimento é considerado estratégico para reduzir o déficit de moradia na capital paraense.
A retomada do sonho da Casa Própria em Belém
O Residencial Viver Val-de-Cans, planejado para contar com 1.184 unidades habitacionais, teve as obras paralisadas após sucessivas promessas de entrega não cumpridas, incluindo a previsão anunciada em 2018, quando o projeto chegou a ser classificado como “em fase de acabamento e praticamente pronto”, segundo publicação da Agência Belém à época.

Foto: Oswaldo Forte
A construção de cerca de 10 mil moradias anunciada na época fazia parte de um compromisso firmado entre a Prefeitura de Belém, dentro do programa Viver Belém, então sob gestão de Zenaldo Coutinho — e o governo federal, dentro de um pacote que previa as unidades no Val-de-Cans.
Na prática, porém, o cenário foi outro. O empreendimento apresentava entre 30% e 60% de execução, com estruturas inacabadas, prédios pichados e sinais evidentes de abandono. A área também passou a registrar ocupações irregulares e foi utilizada como ponto de descarte clandestino de lixo, agravando a degradação do espaço.
Histórico de paralisação e degradação
Em março de 2024, já na gestão de Jader Filho no Ministério das Cidades, foi anunciada a decisão judicial de reintegração de posse em favor da Caixa Econômica Federal, dando início à desintrusão, ou seja, retirada de pessoas que ocupavam ilegalmente as unidades habitacionais.
A partir daí, foi permitida a presença de engenheiros e técnicos da Caixa no local para fazerem a avaliação técnica do estado das estruturas inacabadas e planejamento para a retomada das obras. Agora, com o anúncio do aporte de R$ 140 milhões, obtidos pelo então ministro das Cidades, Jader Filho, a expectativa é que o residencial finalmente avance para a fase de conclusão, após anos de paralisação.
Fonte: https://diariodopara.com.br/belem/projeto-habitacional-em-belem-e-reativado-apos-anos-de-incerteza/


