Os telescópios mais avançados da humanidade não enxergam além de uma fronteira precisa, definida pela própria idade do universo.
A luz mais antiga que chega até nós viajou por 13,8 bilhões de anos, desde o início do cosmos.
Seria de se imaginar, então, que nosso horizonte de observação parasse exatamente nesse ponto — mas a realidade é ainda mais surpreendente.
Um universo que se expande enquanto a luz viaja

Enquanto essa luz percorria o caminho até nós, o próprio espaço não parou de se esticar, afastando cada vez mais sua fonte original.
Por isso, os objetos cuja luz mais antiga captamos hoje já se encontram, na realidade, a cerca de 46,5 bilhões de anos-luz de distância, não mais nos 13,8 bilhões de anos-luz que a própria idade da luz sugeriria.
Um muro de tempo, não de matéria
Esse limite de observação não é um “muro” de matéria física, mas sim um muro de tempo.
Além dele, outras galáxias certamente existem, só que a luz emitida por elas ainda não teve tempo de nos alcançar.
O universo real, portanto, é muito maior do que sua versão visível, e pode até ser infinito.
A reflexão de Stephen Hawking
Foi justamente essa estranheza que Stephen Hawking resumiu logo na abertura de seu livro “O Grande Projeto” (The Grand Design), publicado em 2010, ao lembrar que cada um de nós explora apenas uma ínfima parte do universo.
Os próximos telescópios gigantes, como o observatório espacial Nancy Grace Roman, previsto para cerca de 2027, devem empurrar um pouco mais essa fronteira, rastreando galáxias ainda mais fracas e distantes, sem, no entanto, jamais eliminar por completo esse muro fundamental imposto pelo tempo.
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Fonte: https://rd1.com.br/stephen-hawking-cada-um-de-nos-vive-apenas-por-um-curto-periodo-de-tempo-e-visita-apenas-uma-infima-parte-do-universo/


