Turismo religioso: As principais Basílicas do interior de São Paulo

O interior do estado de São Paulo abriga um grande número de templos católicos, o que torna a região muito visada pelos interessados em história e arquitetura ou por entusiastas do chamado turismo religioso.

O mapa paulista também é repleto de Basílicas, título dado no catolicismo às igrejas de especial importância histórica ou arquitetônica para os fiéis – e elas são boas alternativas tanto para quem vem de longe quanto para quem mora na capital do estado e quer dar uma fugidinha da cidade. Muito além da famosa viagem para Aparecida, mas sem deixá-la de lado, opções não faltam para conhecer outras igrejas com essas características ao redor de São Paulo.

Conheça as principais.

Basílica Velha e Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida

Saindo de São Paulo, em menos de 2h30 (viajando de carro), é possível chegar no município de Aparecida. É lá que fica a Basílica Histórica de Aparecida, também conhecida como Igreja de Monte Carmelo ou Basílica Velha. Foi o primeiro santuário oficial dedicado à padroeira, construído para acolher os seus devotos, em sua maioria pescadores da região.

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Basílica Velha foi a “casa” da imagem de Nossa Senhora Aparecida até os anos 1980, quando o Santuário Nacional foi inaugurado (Cristiane1972/Wikimedia Commons)
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Inaugurada em 1888, a igreja é um marco para o turismo de fé da cidade. Em 1908, ela recebeu o título de Basílica Menor, concedido pelo Papa Pio X. A imagem original de Nossa Senhora Aparecida esteve na igreja até 1982, quando foi transferida para a Basílica Nova, o famoso Santuário Nacional. No mesmo ano, a Basílica Velha se tornou patrimônio tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT).

É um lugar que vale a pena visitar mesmo não sendo religioso, os amantes de arte e arquitetura podem apreciar os arabescos e detalhes estilísticos típicos das construções do século 19. Para quem busca o turismo religioso, existe a tradição de visitar o templo histórico e seguir em peregrinação para a Basílica Nova – o Santuário Nacional é o segundo maior templo católico do mundo, atrás apenas da Basílica de São Pedro, no Vaticano.

As missas ocorrem de segunda a sexta em dois horários, às 8h e às 18h. Já nos sábados e domingos as missas acontecem às 9h, às 15h e às 19h.

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Basílica de Santo Antônio do Embaré, em Santos

Em frente à praia do Embaré, no município de Santos, está a Basílica Menor de Santo Antônio do Embaré. A cidade fica a cerca de uma hora de São Paulo, sendo o destino ideal para quem quer fazer uma viagem rápida, já que é possível ir e voltar no mesmo dia.

Fachada de uma igreja gótica cinza com duas torres pontiagudas, cada uma com uma cruz no topo. A construção possui três grandes vitrais ornamentados, sendo o central redondo e os laterais em formato de flor, além de uma porta de madeira escura com arco esculpido. O céu azul com nuvens brancas serve de fundo
Vista frontal da Basílica de Santo Antônio do Embaré, em Santos (Mike Peel (www.mikepeel.net)/Wikimedia Commons)

O prédio foi construído originalmente em 1922 para ser uma paróquia. Já em 1929, o templo foi entregue aos freis capuchinhos. A igreja chama atenção de quem passa na orla por sua construção imponente, em pedra, e seu estilo neogótico. Aqueles que entram para visitar o interior da igreja se deparam com vitrais, rosáceas no estilo medieval, e ornamentos nas portas e púlpitos.

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A Basílica realiza missas todos os dias, em diferentes horários, disponíveis no site da igreja. Já as bênçãos e confissões ocorrem de quarta a sexta em dois horários, das 9h às 10h30 e das 15h às 16h.

Basílica de Santo Antônio de Pádua, em Americana

Apesar do nome parecido, herdado do santo padroeiro comum às duas igrejas, não confunda esta Basílica com a de Santos, citada anteriormente. A Basílica de Santo Antônio de Pádua fica na cidade de Americana, um pouco mais longe de São Paulo, exigindo cerca de duas horas de viagem de carro.

Fachada da Igreja Matriz de Santo Antônio em Americana, com escadaria larga, colunas cor de rosa, torre sineira e céu azul com nuvens brancas
Basílica Santo Antônio, em Americana (Sintegrity/Wikimedia Commons)
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A Basílica de Americana é a maior igreja neoclássica do Brasil, construída em formato de cruz, com 22 metros de altura, 80 de comprimento e 30 de largura. No interior do templo, as paredes e teto estão preenchidos com murais pintados pelos artistas Pedro e Uldorico Gentilli, dupla de irmãos italianos.

A igreja também é a maior da Diocese de Limeira e foi elevada ao status de Santuário Diocesiano em 2013. No ano seguinte, 2014, o Papa Francisco concedeu à igreja o título de Basílica Menor. Os horários das missas e os horários em que a Basílica está aberta à visitação do público muda conforme o dia da semana, mas todos eles estão tabelados no site.

Basílica de Nossa Senhora do Carmo, em Campinas

Peça central da cidade, a Basílica de Nossa Senhora do Carmo foi originalmente a Igreja Matriz de Campinas e foi em torno dela que o povoamento se organizou. Durante o período colonial e imperial, a igreja foi sede da paróquia de Nossa Senhora da Conceição.

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Em 1870, o núcleo urbano de Campinas se dividiu entre duas paróquias: a Matriz Nova, catedral que no período ainda estava em construção, e a Matriz Velha, que deu origem à Basílica do Carmo. Na década de 1920, a Matriz Velha foi quase inteiramente destruída para que fosse construída a Basílica, que está nesse prédio até hoje.

Interior de uma igreja católica com bancos de madeira vazios em primeiro plano, um corredor central com tapete colorido e pessoas próximas ao altar. O altar é branco e ornamentado, com uma imagem de Nossa Senhora e um grande mural pintado ao fundo. Duas bandeiras azuis pendem das colunas laterais, e lustres iluminam o ambiente. Algumas pessoas estão sentadas nos bancos, enquanto outras se aglomeram perto do altar. A arquitetura apresenta arcos e colunas robustas.
Interior da Basílica de Nossa Senhora do Carmo, em Campinas (EdgardMC79/Wikimedia Commons)

A ideia da construção era ambiciosa, e havia o desejo de fazê-la bastante ampla e alta, com inspiração nas igrejas góticas europeias. Com a crise do café, a obra precisou ser mais “pé no chão” e foi construída em escala menor do que a idealizada, mas ainda com inspiração no estilo neogótico. Em 1975, o Papa Paulo VI elevou a igreja à condição de Basílica por ter sido a primeira da cidade.

Os horários de atendimento e das missas podem ser encontrados no site da Prefeitura de Campinas.

Basílica Menor Nossa Senhora Conceição Aparecida, em São José do Rio Preto

Quem tem mais tempo para desfrutar da viagem pode dar um pulinho em São José do Rio Preto para conhecer a Basílica Menor Nossa Senhora Conceição Aparecida. A cidade é a mais distante da capital nessa lista: são quase 6 horas de carro. Mas vale a pena, já que o templo é considerado um dos mais bonitos do estado.

A construção foi realizada no estilo art-déco, com influências neo-românicas. O piso é de ladrilhos hidráulicos portugueses, formando um mosaico que cria a forma de um tapete que se estende até o altar da igreja. O teto, por sua vez, é adornado com uma sequência de pinturas que contam a história da vida de Jesus Cristo e de São Francisco de Assis.

Interior de uma igreja católica com nave central e bancos de madeira. Colunas verdes e arcos decorados sustentam o teto, que exibe afrescos religiosos e lustres. Ao fundo, o altar é iluminado por uma luz azul, com uma cruz e estátuas.
Interior da Basílica de São José do Rio Preto (Ricardo Boni – MTUR/Wikimedia Commons)

Lá dentro também está um órgão de tubos, da década de 1940, construído em Indaiatuba e utilizado para tocar músicas religiosas, uma verdadeira relíquia.

Para os fiéis, a Basílica é um local de pagamento de promessas: os devotos que fizeram promessas a Nossa Senhora Aparecida, mas não podem peregrinar até Aparecida, podem quitar suas dívidas com a santa ali mesmo. As confissões acontecem nas quartas, das 9h às 11h e nas quintas em dois horários, das 9h às 11h e das 14h às 16h. Já o horário das missas pode ser encontrado no site da arquidiocese.

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Fonte: https://viagemeturismo.abril.com.br/brasil/turismo-religioso-as-principais-basilicas-do-interior-de-sao-paulo/