A partir desta quinta-feira, Paraty recebe a programação da Casa Acaso, um espaço de conversas e encontros literários, que integra a Flip 2025, com mais de cinquenta autores convidados e 21 atividades programadas.
Com apoio da Revista Cult e das editoras Iluminuras, Autêntica, Maralto, Arte e Letra e Escribas, a Casa Acaso é fruto da parceria entre a Esc. Escola de Escrita, de Curitiba, e a Ocupação Literária, de Natal, tendo em vista uma proposta de deslocamento – físico, simbólico e estético – em que os caminhos da literatura revelam novas rotas, menos lineares e mais plurais.
A Casa Acaso recebe, na sexta-feira, dia 1º de agosto, duas mesas promovidas pela Revista Cult. Às 9h30, abriremos o dia com a mesa “Toda arte é artificial? — Inteligências em debate”, em que o autor e editor de livros da Cult Felipe Franco Munhoz e os editores Schneider Carpeggiani e Camila Berto debaterão o impacto das inteligências artificiais no mercado editorial.
Em seguida, às 10h30, a mesa “Travessias lésbicas da Psicanálise” reunirá as psicanalistas e pesquisadoras Joana Manassés Penteado, Bárbara Cristina Souza Barbosa e Jessica Dias para discutir como os corpos lésbicos propõem um novo olhar para as discussões sobre raça, classe, corporeidades, sexualidade, gênero e outros temas que concernem à psicanálise e à sociedade. A mediação de ambas as mesas será de Carolina Azevedo, jornalista e editora assistente da Revista Cult.
Confira abaixo a programação completa da casa:
Quinta
15h: Eu leio através de ruínas
Fernanda Magalhães
mediação de Carla Françoia
apoio: Arte & Letra
Fernanda Magalhães faz o primeiro lançamento de Quarta-feira de cinzas na loja de fantasias, livro de estreia da autora (Selo Esc. | Arte e Letra).
16h: Os elefantes já estão na cidade
Luci Collin, Mateus Baldi, Noemi Jaffe, Caetano Galindo e Marcelino Freire
mediação de Rogério Tavares
apoio: Autêntica
Autores apresentam a antologia Os elefantes viriam pela manhã: treze contos à procura de Dalton Trevisan (Autêntica), com contos inspirados na obra do vampiro paranaense.
17h: A voz, além, nem palavra
Eva Potiguara, Daniel Montoya e Jr. Bellé
mediação de Alice Lima
A força da literatura indígena com autores do Rio Grande do Norte e do Paraná, em um encontro que destaca ancestralidade, oralidade e resistência.
18h: Haja céu pra tanta língua
Gregorio Duvivier
mediação de Julie Fank
A crônica é a grande protagonista deste encontro entre fazedores do gênero, que exploram suas nuances entre o cotidiano, o lirismo e a crítica. A conversa também permeia o vasto universo das palavras: quando o assunto é língua, o céu é o limite.
19h: Quando o poema me anoitece
Leo Gaede, Eveline Sin e Eduardo Kolody
mediação de Pedro Lucas Bezerra
Versos potiguares e paranaenses se encontram com grandes poetas de ambos os estados, mostrando que a poesia é um elo que atravessa territórios e culturas.
Sexta
9h30: Toda arte é artificial? — Inteligências em debate
Felipe Franco Munhoz, Camila Berto e Schneider Carpeggiani
mediação de Carolina Azevedo
apoio: Revista Cult
O que se faz do que se faz com a máquina: a inteligência artificial e seus limites.
10h30: Travessias lésbicas da Psicanálise
Joana Manassés Penteado + Bárbara Cristina Souza Barbosa + Jessica Dias
mediação de Carolina Azevedo
apoio: Revista Cult
A sexualidade sob a ótica da psicanálise: a bússola do apagamento posta à prova.
11h30: Escrevo porque preciso
Tereza Custódio e Leila Tabosa
mediação de Conceição Guimarães
Autoras potiguares de prosa e poesia dialogam sobre o fazer literário, a referência do Rio Grande do Norte e os novos espaços para suas literaturas.
12h15: Um deus que não esquece
Conceição Guimarães
mediação de Bia Crispim
Lançamento e conversa com Conceição Guimarães, autora de O canto helênico de Sophia em um tempo dividido (LiberArs).
12h45: O silêncio de quem grita
Eliane Marques
mediação de Samysia Almeida
apoio: Autêntica
Eliane Marques conversa sobre seu livro Louças de família (Autêntica Contemporânea) e faz sessão de autógrafos com o público.
13h30: Juro que almocei
Beto Madalosso e Jussara Voss
mediação de Julie Fank
Um delicioso papo sobre Juro que comi: Um inventário afetivo do paladar mundo afora (Talaranha), porque comer é um prazer compartilhado por muitas bocas.
14h15: Trair a palavra: Tradução e vice-verso
Elisa Abrantes, Jacqueline Donada, Luísa Freitas, Luís Henrique Ferreira, Tarso do Amaral, Pedro Sala e Luci Collin
mediação de Dirce Waltrick do Amarante
Somente um time de peso de tradutores pode falar sobre a experiência de traduzir, compartilhando desafios, descobertas e a arte por trás da tradução literária.
15h: Páginas que nasceram para serem lidas: Políticas públicas em torno do livro e da leitura
Fabiano Piúba (MinC) e Fernanda Pacobahyba (FNDE)
mediação de Cristiane Mateus
apoio: Maralto
Por iniciativa da Maralto, debate com representantes do MinC e FNDE sobre o acesso ao livro e à leitura ganha Paraty.
15h45: Oculto ou ambíguo: Outras formas em prosa e poesia
Maria Luiza Chacon e Pedro Lucas Bezerra
mediação de Octávio Santiago
Fora da caixa ou sair do óbvio: a exceção parece regra quando se trata dos autores de Inútil corroer o osso da tempestade e Devoção.
16h30: Um winterverno no meio do caminho: Descartes com lentes
Áurea Leminski e Ivan Justen Santana
apoio: Iluminuras e Arte & Letra
Áurea, filha de Paulo Leminski, e Ivan Justen Santana, estudioso da obra leminskiana, apresentam dois livros republicados e suas impressões sobre o que nosso poeta homenageado ainda guarda de novidade.
17h30: Leminskanções
Estrela Leminski
Participação de Téo Ruiz, Pedro Luís, Juliana Cortes, Natalia Mattos e Alice Passos
A faceta de compositor de Paulo Leminski ganha voz com canções inéditas interpretada por grandes músicos.
Sábado
11h: Toda Poesia de Luci Collin
Luci Collin
mediação de Dirce Waltrick do Amarante e Julie Fank
apoio: Maralto
Papo aberto com Luci Collin, ficcionista, poeta, educadora e tradutora, que comemora seus 40 anos de carreira em uma conversa que percorre sua obra na ocasião do lançamento de Incombinados (Maralto).
12h: Isso de querer ser aquilo que a gente é
Octávio Santiago e Bruna Dantas Lobato
mediação de Schneider Carpeggiani
Os autores de Só sei que foi assim: A trama do preconceito contra o povo do Nordeste (Autêntica) e Horas Azuis (Companhia das Letras) falam sobre retirância, identidade e pertencimento.
14h: Distraídos, vencemos: 20 anos de Escribas
Carlos Fialho, Marcelo Dunlop e Daniel Minchoni
mediação de Octávio Santiago
apoio: Escribas
Com 20 anos de atuação no mercado, a Editora Escribas compartilha suas aventuras e desventuras, além de lançar novos livros.
15h: Conversa de passarinha
Alice Ruiz
mediação de Julie Fank
Uma das maiores atrações da Flip, Alice Ruiz abre suas páginas em uma conversa de perto com o público.
17h: Um reencontro, um show e uma dose de cachaça
Ana Larousse e Leo Fressato
Duas vozes que compõem juntas há mais de vinte anos se reencontram para falar sobre música enquanto performam. Encerramento da programação da casa com um happy hour literário que vai deixar todo mundo com vontade de voltar ano que vem.
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Fonte: https://revistacult.uol.com.br/home/casa-acaso-na-flip-2025-palavras-que-viajam-para-criar-encontros/

