O empresário Geraldo Rufino (Podemos), cotado para ser vice de Romeu Zema (Novo-MG) na disputa pelo Palácio do Planalto, responde na Justiça por um suposto esquema criminoso que teria fraudado em pelo menos R$ 6,8 milhões credores da JR Diesel, empresa que ele fundou e que entrou em recuperação judicial em 2016.
Em decisão de 13 de abril, a juíza Gilvana Mastrandéa de Souza, da 7ª Vara Cível de Osasco, rejeitou o pedido de Geraldo Rufino e da esposa, Marlene Rufino, para retornarem à gestão da JR Diesel. A magistrada afirmou que o empresário protagoniza um “verdadeiro padrão de conduta marcado por confusão patrimonial, desvio de recursos e favorecimento indevido de determinados credores, em flagrante violação aos princípios estruturantes do regime recuperacional”.
Decisão cita empresas satélites e movimentações sem lastro
A Justiça apontou a criação de uma rede de empresas satélites para ocultar patrimônio. Documentos citados na decisão indicam que funcionários e parentes teriam sido usados como “laranjas” para abrir negócios que funcionavam na mesma sede e com a mesma estrutura da JR Diesel, mas ficavam protegidos das dívidas da empresa principal.
A decisão também registra a saída de mais de R$ 6,8 milhões da empresa para sócios, parentes e outras companhias, sem lastro contratual ou justificativa contábil. Para a magistrada, essas movimentações reforçam os indícios de desvio patrimonial durante a recuperação judicial.

O processo ainda menciona pagamentos de despesas pessoais dos sócios, operações frequentes em dinheiro vivo, indícios de “caixa 2” e cerca de R$ 380 mil em créditos concedidos aos filhos de Geraldo Rufino, embora eles não integrassem o quadro de funcionários nem prestassem serviços à empresa.
Ao manter o afastamento dos sócios, a juíza afirmou que permitir o retorno de Geraldo e Marlene à administração recolocaria no comando da JR Diesel pessoas que, conforme as investigações, protagonizaram irregularidades. A decisão também informa que tramita um inquérito policial para apurar eventual prática de crimes previstos na Lei de Falências.
Geraldo Rufino tem 3,6 milhões de seguidores no Instagram e se apresenta como o “catador de sonhos”. Ele construiu uma imagem pública baseada em relatos de “sucesso” e “superação”, com a trajetória de catador de latinhas até dono da JR Diesel, descrita por ele como a maior rede de desmanche legal da América Latina.
O nome do empresário passou a circular nos bastidores como possível vice de Zema nas últimas semanas, mas o acordo ainda está em negociação. Em uma videoaula disponível na internet, ao falar sobre dificuldades financeiras, Rufino disse: “Guarda [o dinheiro] onde der para guardar. Pai, mãe, sobrinho, guardem no colchão e não tem problema. O credor vai te pressionar o tempo todo. Não espere diferente”.
!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);
Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/cotado-vice-zema-geraldo-rufino-suspeita-fraude-6-8-milhoes/

