Rejeitado pelas mulheres eleitoras, campanha faz Flávio virar ‘feministo’ de ocasião

Flávio Bolsonaro ao lado de sua esposa, Fernanda

A pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apontou a relação com o eleitorado feminino como um “ponto de atenção”, destacando a necessidade de estratégias específicas para reverter a alta rejeição desse público. Reconhecendo a gravidade do problema, a equipe de Flávio iniciou os trabalhos com antecedência, começando oito meses antes das eleições. A principal aposta foi nas redes sociais, especialmente no Mês da Mulher, para que ele pudesse aparecer como um ‘feministo’ de ocasião, contrariando o discurso machista histórico pregado pelo bolsonarismo.

A campanha digital tem focado em diversos perfis femininos, desde as mulheres das classes C e D até as progressistas independentes. A rejeição das mulheres é classificada pela equipe de Flávio como “enorme”, o que motivou a intensificação de ações nas redes sociais, onde foram criados materiais que atacam diretamente o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), abordando temas como os desafios enfrentados pelas mulheres.

Além disso, também estão sendo explorados temas como o empoderamento feminino, apresentando Flávio Bolsonaro como um defensor das mães trabalhadoras. Um dos vídeos mais comentados nas redes sociais, com mais de 1,7 milhão de visualizações no Instagram, abordou a necessidade de garantir o direito das mulheres de trabalhar e estudar sem precisar escolher entre a profissão e cuidar dos filhos.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) andando, sério
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) – Reprodução

A presença de Fernanda, esposa de Flávio Bolsonaro, tem sido uma constante na força-tarefa da pré-campanha. Ela aparece com frequência nas postagens, destacando a imagem familiar do pré-candidato, com o objetivo de humanizar sua imagem e aproximá-lo do público feminino. Além disso, Flávio usou a figura de sua esposa para tentar amenizar as críticas de machismo que cercam o bolsonarismo.

A última frente de atuação nas redes sociais foi direcionada a mulheres progressistas que se sentem marginalizadas pelo feminismo da esquerda. Uma linha do tempo foi criada, destacando figuras femininas históricas, como Maria da Penha e a primeira parlamentar negra do Brasil. O objetivo foi mostrar que o feminismo conservador tem espaço e apoio, se afastando do feminismo tradicional da esquerda.

Flávio Bolsonaro também tem procurado dialogar com eleitores mais jovens e com idosos, segmentos que têm se mostrado relevantes nas últimas pesquisas. No caso dos mais jovens, a campanha busca entender como a perda de votos na faixa etária pode ser revertida, enquanto, no caso dos idosos, a equipe tenta desenvolver propostas que atendam melhor às suas demandas.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/rejeitado-pelas-mulheres-eleitoras-campanha-faz-flavio-virar-feministo-de-ocasiao/