Órgãos públicos e representantes da iniciativa privada participam nesta quarta-feira (22), durante a tarde, de uma reunião para discutir os impactos causados pelos desabamentos registrados no muro do entorno do Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza. O encontro será realizado de forma online e deve reunir Casa Civil, Defensoria Pública do Estado do Ceará (DPCE) e a concessionária Fraport Brasil.
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Quedas do muro geraram danos e preocupação
Segundo nota divulgada pela Defensoria Pública, trata-se de uma reunião preparatória voltada à construção de um possível acordo entre as partes envolvidas. Mais detalhes sobre o resultado das discussões deverão ser divulgados ao fim da tarde, após a conclusão do encontro.
A expectativa é que a reunião trate de medidas emergenciais para moradores afetados, possíveis indenizações, soluções estruturais para a área e a criação de mecanismos de acompanhamento das obras em andamento no local.
O caso ganhou repercussão após dois episódios de desabamento em menos de uma semana em uma área próxima ao aeroporto, localizada no bairro Aerolândia. O primeiro registro ocorreu durante as chuvas entre os dias 12 e 13 de abril, quando parte do muro caiu, atingiu um veículo e provocou a interdição de uma residência na rua Vila Gomes.
Já no domingo (19), houve novo colapso parcial da estrutura. Desta vez, um caminhão-cegonha que transportava veículos e outros automóveis estacionados nas proximidades foram atingidos.
Moradores da região relatam insegurança diante da possibilidade de novos desabamentos, além de prejuízos materiais causados por lama e alagamentos. Segundo relatos da comunidade, as enchentes se intensificaram após intervenções feitas na área onde está sendo implantado um novo centro logístico.
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Área do muro do Aeroporto de Fortaleza recebe empreendimento logístico
O terreno onde ocorreram os incidentes está ligado a obras de um hub logístico conduzido pela Aerotrópolis Empreendimentos, com execução da Diase Construtora. A área foi cedida pela Fraport Brasil, concessionária responsável pela administração do aeroporto.
Conforme informações divulgadas anteriormente, mais de 50 hectares de vegetação nativa foram removidos para viabilizar o projeto. Moradores e especialistas apontam que a retirada da cobertura vegetal pode ter impactado a drenagem natural da água da chuva.
Proposta anterior sobre muro do Aeroporto de Fortaleza não teve acordo
Na segunda-feira (20), representantes da Aerotrópolis Empreendimentos se reuniram com moradores da comunidade Vila Gomes e apresentaram proposta de evacuação temporária da maior parte das famílias afetadas.
A empresa ofereceu custeio de hospedagem em hotéis, pousadas ou imóveis alugados por temporada. No entanto, segundo relatos apresentados durante o encontro, não havia garantias jurídicas claras sobre prazos de retorno, reparação de danos e responsabilidades formais. A proposta acabou rejeitada pelos moradores.
Também nesta semana, o governador Elmano de Freitas afirmou que a responsabilidade pela recuperação do muro e pelas providências necessárias cabe aos responsáveis pela gestão do espaço, por se tratar de área da União administrada pela iniciativa privada.
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Fonte: https://gcmais.com.br/noticias/2026/04/22/defensoria-casa-civil-e-fraport-fazem-reuniao-sobre-desabamentos-no-muro-do-aeroporto-de-fortaleza/

