Já desgastada, a proposta de parlamentares bolsonaristas articulada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) para ser alternativa à PEC aprovada pela Câmara, que põe fim à escala 6×1, começa a sair pela culatra. Nos últimos dias, pelo menos três senadores já retiraram seu apoio à proposta que flexibiliza a jornada com pagamento por hora trabalhada, reduz salários para abaixo do mínimo e propõe acordos individuais entre empregado e patrão. A PEC bolsonarista, que propõe a escala 7×0, já até ganhou o apelido de “PEC da Escravidão”.
A retirada de apoio acontece depois da péssima repercussão da proposta nas redes sociais e entre populares em ano eleitoral, e a forte mobilização das centrais sindicais.
Por enquanto, os senadores que retiraram seu apoio são Zequinha Marinho (Podemos-PA), Cleitinho (Republicanos-MG) e Romário (PL-RJ).
Comentando em seu perfil no Instagram a retirada de seu apoio, Zequinha, que concorrerá à reeleição, escreveu: “retira a presença do sindicato das negociações e isso a gente não pode admitir”. Já o senador Romario afirmou “que muita gente viu o texto como algo prejudicial ao trabalhador brasileiro. E, se o povo entende assim, não faz sentido continuar nela”.
Cleitinho, potencial candidato ao governo de Minas Gerais, que anunciou a retirada de seu apoio à PEC em discurso no Senado, disse que assinou a proposta por “gentileza” a outros parlamentares e, inclusive, cobrou a tramitação célere da PEC aprovada na Câmara, que reduz a jornada. No discurso, o senador ainda disse estar “magoado” com as cobranças que recebeu de apoiadores por ter assinado a chamada “PEC do Trabalho Escravo”.
Fonte: https://horadopovo.com.br/pec-da-escravidao-perde-apoio-no-senado-prejudicial-ao-trabalhador-brasileiro/

