Presidente de Cuba rebate Trump: “Não encontrará rendição”

Rua de Cuba afetada pela crise energética, com apagões frequentes, após as sanções de março no país caribenho. Foto: Norlys Pere/REUTERS

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, respondeu às declarações de Donald Trump sobre a possibilidade de os Estados Unidos “assumirem” a ilha. Em publicação no X, o líder cubano afirmou que “nenhum agressor, por poderoso que seja, encontrará rendição em Cuba”.

Díaz-Canel disse que Trump elevou as “ameaças de agressão militar contra Cuba a uma escala perigosa e sem precedentes”. Ele afirmou que o país encontrará “um povo decidido a defender a soberania e a independência em cada palmo do território nacional”.

O presidente cubano também cobrou uma reação internacional. Segundo ele, a comunidade internacional e o povo dos Estados Unidos devem decidir se permitirão “um ato criminoso tão drástico” para atender aos interesses de “um grupo pequeno, mas rico e influente, com ânsias de vingança e dominação”.

A fala de Trump ocorreu durante um evento na Flórida. O presidente dos Estados Unidos disse que o país poderia “assumir” Cuba “quase imediatamente” depois da guerra contra o Irã. Na sequência, afirmou que poderia enviar um porta-aviões para perto da costa cubana e disse que Havana responderia: “Muito obrigado. Nós nos rendemos”

Miguel Díaz-Canel reagiu as ameaças de tomada de Cuba e disse que país não se renderá
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel. Foto: Adem Altan/AFP News

Trump não explicou se a declaração representava um plano concreto. A plateia riu durante o comentário, e a mídia estadunidense tratou a fala como uma brincadeira. O episódio ocorreu no mesmo dia em que Washington ampliou sanções contra Cuba, com medidas voltadas a bancos estrangeiros e setores estratégicos da economia da ilha.

As novas sanções foram formalizadas por decreto assinado na sexta-feira (1º). O governo dos Estados Unidos voltou a classificar Cuba como uma “ameaça extraordinária” à segurança nacional e à política externa do país. As medidas miram áreas como energia, defesa, mineração, serviços financeiros e segurança.

A tensão ocorre em meio ao bloqueio econômico mantido pelos Estados Unidos contra Cuba desde 1962 e a novas restrições impostas por Washington ao fornecimento de petróleo à ilha. Apesar da escalada, os dois governos mantiveram canais diplomáticos abertos, com reunião em Havana em abril.

Leia a publicação do presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, traduzida:

‘O presidente dos EUA eleva suas ameaças de agressão militar contra Cuba a uma escala perigosa e sem precedentes.

A comunidade internacional deve tomar nota e, junto ao povo dos EUA, determinar se se permitirá um ato criminoso tão drástico para satisfazer os interesses de um grupo pequeno, mas rico e influente, com ânsias de vingança e dominação.

Nenhum agressor, por poderoso que seja, encontrará rendição em Cuba. Tropeçará com um povo decidido a defender a soberania e a independência em cada palmo do território nacional.

‘A Pátria se defende’”

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/presidente-de-cuba-rebate-trump-nao-encontrara-rendicao/