A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou nesta quinta-feira (14) uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) contra o deputado Mario Frias (PL-SP).
A ação foi motivada por revelações de que uma secretária parlamentar lotada no gabinete do ex-secretário de Cultura trabalhou na produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), enquanto recebia salário pago pela Câmara dos Deputados. As informações são da jornalista Mônica Bergamo.
Segundo a representação, baseada em reportagem do portal Metrópoles, a assessora Rareska Metsker atuou por ao menos sete semanas nas gravações do longa. Ela chegou a publicar fotos dos bastidores em suas redes sociais, mas apagou as imagens e trancou o perfil após ser questionada pela imprensa.
Para Erika Hilton, a exclusão das postagens é um “forte indício relevante de consciência da irregularidade”. A parlamentar do PSOL pede a investigação por desvio de função e exige que Frias ressarça R$ 174 mil aos cofres públicos, valor referente aos salários e benefícios da funcionária.
Contradição com o discurso de Mário Frias
O uso de mão de obra paga com dinheiro público entra em choque direto com o discurso adotado por Mario Frias, que atua como produtor executivo do longa-metragem.
Nesta quarta-feira (13), o deputado havia divulgado uma nota oficial negando qualquer irregularidade no financiamento da obra, garantindo que o projeto foi realizado com “100% de capital privado”. Procurado pela coluna de Mônica Bergamo para comentar a denúncia no TCU e a situação de sua assessora, Frias não retornou os contatos.
Fonte: https://revistaforum.com.br/politica/erika-hilton-tcu-mario-frias/

