A filiação do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa ao partido DC (Democracia Cristã) abriu uma crise interna na legenda diante da possibilidade de candidatura à Presidência da República em 2026. Todo mundo sabe que ele não será candidato, e se for vai passar vergonha. Mas JB não se importa. Tem o dna do tumulto vazio e o resultado é que sua movimentação gerou reação de dirigentes ligados ao atual presidenciável do partido, Aldo Rebelo.
O presidente do diretório paulista do DC, Cândido Vaccarezza, afirmou que considera Barbosa “inapoiável” e declarou que atuará contra a candidatura do ex-ministro. “Ele começou o ‘lawfare’ no Brasil, não tem compromisso com a democracia, nem experiência política. Não podemos entregar o Brasil para um personagem como esse”, disse.
Em resposta, o presidente nacional do DC, João Caldas, afirmou que pretende expulsar integrantes da legenda que se posicionarem contra Joaquim Barbosa. “Quem não estiver com Joaquim está fora do partido. Vou expulsar sumariamente. O Joaquim é do Brasil, quem tem de julgar é o povo, nas urnas”, declarou.
Segundo informações divulgadas neste sábado (16), Joaquim Barbosa se filiou ao partido em 2 de abril, poucos dias antes do prazo legal para filiações partidárias. A direção nacional do DC trabalha para lançar o ex-ministro como candidato ao Palácio do Planalto nas eleições de 2026.

Vaccarezza é aliado político de Aldo Rebelo, que vinha sendo tratado como presidenciável da legenda. Integrantes próximos ao ex-ministro afirmaram que houve “quebra de confiança” por parte da direção nacional do partido após a entrada de Joaquim Barbosa sem negociação interna.
O dirigente paulista também criticou a condução da filiação do ex-ministro do STF. “O ministro Joaquim Barbosa foi filiado na surdina e de forma subreptícia, com isso mantido em sigilo para pessoas que ajudaram a construir o DC como eu”, afirmou Vaccarezza.
De acordo com dirigentes do partido, a estratégia do DC é apresentar Joaquim Barbosa como nome ligado à pauta ética e à defesa de reformas no Judiciário. A legenda também avalia explorar o cenário político criado após o caso envolvendo o Banco Master.
Vaccarezza afirmou que pretende reunir aliados de diversos estados a partir desta segunda-feira (18) para tentar barrar a candidatura do ex-ministro dentro do partido. “Vamos montar uma estratégia para impedir que Barbosa seja candidato. Quem decide é a convenção do partido, não é o presidente nacional. O DC era um partido pequeno, mas sem crise. Agora não é mais”, declarou.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/inapoiavel-como-a-candidatura-de-joaquim-barbosa-gerou-guerra-interna-no-dc/

