O governo de Donald Trump afirmou que negou a entrada do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan nos Estados Unidos por supostas ligações com pessoas investigadas por envolvimento com organizações terroristas. A decisão impede a participação do profissional na Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá.
Artan havia sido selecionado pela Fifa e poderia se tornar o primeiro somali a arbitrar partidas em um Mundial. A negativa ocorreu após a chegada do árbitro ao Aeroporto Internacional de Miami no último fim de semana.
Segundo autoridades norte-americanas, uma análise aprofundada realizada pela Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP) identificou elementos que levaram à sua classificação como pessoa inadmissível para ingresso no país.
De acordo com um representante do governo, os agentes concluíram que ele representava uma ameaça à segurança nacional. “Após uma inspeção mais detalhada, foram descobertas informações desabonadoras, incluindo associação com suspeitos de integrar organizações terrorista”, declarou uma autoridade norte-americana.
Segundo a mesma fonte, a decisão foi tomada com base na Lei de Imigração e Nacionalidade dos Estados Unidos. “O governo do presidente Trump não permitirá a entrada de qualquer ameaça à segurança em nosso país, ponto final”, acrescentou a autoridade.

A CBP informou ainda que um cidadão somali que chegou ao país vindo de Istambul foi considerado inadmissível após verificações realizadas durante o processo migratório. A Federação Somali de Futebol lamentou o episódio e afirmou não ter recebido explicações oficiais detalhadas sobre a recusa.
A entidade classificou a indicação de Artan para a Copa como um marco histórico para o país, resultado de anos de trabalho e reconhecimento internacional. O árbitro foi eleito o melhor da África em 2025 e é considerado um dos principais nomes da arbitragem do continente.
O governo da Somália também criticou a decisão e informou que tentou negociar com as autoridades norte-americanas e com a Fifa para viabilizar a entrada do profissional nos Estados Unidos. “Suas conquistas internacionais são motivo de honra e orgulho para o povo somali”, afirmou o Ministério dos Esportes em comunicado oficial.
A Fifa confirmou que Omar Artan não poderá participar dos treinamentos nem atuar na competição. Em nota, a entidade ressaltou que não interfere nos procedimentos migratórios dos países anfitriões. “não participa dos processos migratórios dos países anfitriões, incluindo a concessão de vistos, e foi informada pelas autoridades de que a situação do sr. Artan não será alterada neste momento”, informou.
Mesmo impedido de seguir para a Copa, Artan adotou tom conciliador. Em entrevista à Reuters no aeroporto de Istambul, antes de retornar à Somália, agradeceu o apoio recebido. “stou muito bem agora”, disse. “E gostaria de agradecer à FIFA por ter me apoiado durante todo esse processo, assim como ao povo somali. Sou muito grato à FIFA e também à CAF (Confederação Africana de Futebol)”.
!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);
Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/governo-trump-associa-arbitro-da-somalia-a-suspeitos-de-terrorismo/

