Ato na 25 de Março repudia ameaças de Trump e defende: “O Pix é do Brasil”

As centrais sindicais CTB, UGT, CUT, Força Sindical e Nova Central Sindical dos Trabalhadores, além do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, entre outros sindicatos, realizaram, na quinta-feira (11), uma grande manifestação na região da 25 de Março, um dos principais polos comerciais do país no centro da capital paulista, em defesa do PIX, da soberania nacional, pela manutenção dos empregos e dos direitos dos trabalhadores. Durante o ato, os representantes dos trabalhadores também reforçaram a luta pela redução da jornada de trabalho sem redução dos salários e pelo fim da escala 6×1.

O ato acontece após as recentes tentativas de interferência dos Estados Unidos em assuntos nacionais e ameaças ao PIX, importante instrumento para a população e a economia do país.

Foto: Divulgação

“Estamos chamando a atenção para o ataque que a soberania do país vem sofrendo com a taxação de Trump e reafirmando nossa defesa intransigente do PIX, que é patrimônio do Brasil. A resistência é necessária em defesa da soberania nacional e dos interesses do povo brasileiro”, afirmou o presidente da CTB-SP, Rene Vicente.

Rene Vicente destacou que o ato ocorrido na principal rua de comércio do país, também “busca esclarecer a população sobre a necessidade da luta pela redução da jornada de trabalho sem redução do salário e pelo fim da nefasta escala 6×1”. “Também estamos pressionando o Senado para que coloque em pauta a votação do fim da escala 6×1 o mais rápido possível”, afirmou.

Para o presidente da UGT e do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, Ricardo Patah, “a defesa da soberania e do PIX também significa proteger quem produz, quem trabalha e quem faz a economia girar”.

“A 25 de Março é um símbolo do comércio brasileiro. Aqui, milhares de comerciantes, trabalhadores e consumidores utilizam diariamente o PIX, uma ferramenta que democratizou os pagamentos, reduziu custos e fortaleceu os pequenos negócios. Defender o PIX é defender quem produz, quem trabalha e quem faz a economia girar. Da mesma forma, defender a soberania nacional é garantir que as decisões sobre o futuro do Brasil sejam tomadas pelos brasileiros, com respeito às nossas instituições e aos interesses do nosso povo”, afirmou.

O dirigente sindical também ressaltou a importância da valorização dos trabalhadores e a luta pela redução da jornada. “É uma questão de vida. Já ganhamos na Câmara, agora vamos para o Senado. E nós vamos ganhar”, afirmou Patah.

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Representando a Força Sindical, o vice-presidente da entidade, Adriano Lateri, destacou a força da unidade dos trabalhadores e do movimento sindical demonstrada pelo sucesso do ato, e ressaltou que “as centrais sindicais foram às ruas para defender os trabalhadores e trabalhadoras, o PIX, a soberania nacional e a preservação dos empregos e do consumo do povo”.

“É preciso fortalecer a luta contra as demissões e unir trabalhadores, sindicatos e movimentos sociais em defesa do patrimônio nacional. A luta contra a privatização da Petrobrás, do Banco do Brasil e de outras empresas estratégicas deve caminhar junto com a defesa do emprego, da soberania nacional e da redução da jornada de trabalho”, destacou o diretor da CUT, Daniel Calazans.

Fonte: https://horadopovo.com.br/ato-na-25-de-marco-repudia-ameacas-de-trump-e-defende-o-pix-e-do-brasil/