Prefeitura ou União? Quem falhou no caso da jovem morta em salto de ponte em Limeira

A Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), tem 40 metros de altura. Foto: Anderson Martins/Panoramio

A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, lançada sem corda durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, abriu uma disputa sobre quem deveria fiscalizar o local e impedir a realização de atividades de risco na estrutura abandonada há cerca de 30 anos.

Segundo especialistas ouvidos pelo UOL, a responsabilidade inicial recai sobre os operadores do serviço, que teriam arremessado a jovem sem que ela estivesse conectada à corda de segurança. A investigação, no entanto, também deve avaliar eventual omissão da União e da Prefeitura de Limeira no controle de acesso e na fiscalização da atividade.

A ponte fica na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, em uma área rural usada informalmente por ciclistas, trilheiros e empresas de esportes radicais. Embora estivesse desativada há décadas, a estrutura se tornou ponto de visitação e era divulgada por grupos que promoviam saltos de rope jump no local.

A Prefeitura de Limeira afirma que a ponte é de responsabilidade da União e diz que vinha cobrando medidas de segurança desde 2025. A gestão municipal sustenta que não tem autonomia sobre a área e que já havia solicitado providências para impedir o uso irregular da estrutura.

a corda
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que morreu após ser lançada de ponte em Limeira (SP). Foto: Reprodução/Redes Sociais

A União, por outro lado, afirma que a atividade era irregular, jamais foi autorizada e que já havia solicitado apoio do município para restringir o acesso ao local. A Secretaria de Patrimônio da União informou que a ponte pertencia a um trecho não implantado da antiga Rede Ferroviária Federal e que a transferência patrimonial para a SPU de São Paulo foi concluída em março de 2026.

Advogados apontam que a responsabilização dos entes públicos dependerá da comprovação de omissão juridicamente relevante. A apuração deve verificar se União, município ou ambos tinham conhecimento do uso da ponte para atividades de aventura e se adotaram medidas suficientes para impedir o acesso ao local.

Três homens foram presos em flagrante e tiveram a prisão convertida em preventiva. Eles são investigados por homicídio com dolo eventual. Segundo o boletim de ocorrência, uma testemunha mostrou à polícia vídeo em que a jovem aparece sendo erguida e lançada por funcionários sem qualquer equipamento de segurança conectado à corda principal.

Os funcionários que aparecem nas imagens usavam camisetas identificadas com os nomes Entre Cordas e Ih Voei. Testemunhas relataram que a equipe esqueceu de conectar a corda antes do salto. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que também apura a atuação das empresas envolvidas e as condições de segurança da atividade.

!function(f,b,e,v,n,t,s)
{if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?
n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,’script’,
‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘301448060382165’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);

Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/prefeitura-ou-uniao-quem-falhou-no-caso-da-jovem-morta-em-salto-de-ponte-em-limeira/