O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou que deixará o cargo e que seu sucessor deverá ser escolhido a partir de 9 de julho, com a expectativa de assumir o governo antes da retomada dos trabalhos do Parlamento, em setembro. A decisão abre uma disputa interna no Partido Trabalhista por uma das posições mais importantes da política britânica.
A pressão sobre Starmer vinha crescendo nos últimos meses e ganhou força após a eleição de Andy Burnham para uma cadeira no Parlamento. Considerado um dos principais nomes da legenda, Burnham passou a ser apontado como possível sucessor por parlamentares que defendem uma renovação da liderança do partido.
Ex-prefeito de Manchester e figura influente da centro-esquerda britânica, Burnham já disputou a liderança trabalhista em outras ocasiões. Sua volta ao Parlamento eliminou um dos principais obstáculos para uma eventual candidatura ao comando do partido e do governo.

Outro nome citado nos bastidores é o de Wes Streeting, ex-ministro da Saúde. Embora apareça entre os cotados, ele divide espaço com outros integrantes mais experientes da legenda, que também passaram a ser observados após o anúncio da saída de Starmer.
Entre eles está Angela Rayner. Apesar de ser uma das figuras mais conhecidas do partido, sua situação é considerada delicada após deixar o governo em meio a questionamentos relacionados ao pagamento de impostos e à violação do código de conduta ministerial.

Outro nome lembrado é o de Ed Miliband, que já liderou o Partido Trabalhista entre 2010 e 2015. Atualmente ministro da Energia, ele voltou a ser mencionado como possível alternativa, embora já tenha declarado no passado não ter interesse em retornar à liderança da legenda.

Também aparece na lista a ministra do Interior, Shabana Mahmood, primeira mulher muçulmana a ocupar um dos principais cargos do governo britânico. Ela é considerada à direita do partido e tem defendido uma postura mais rígida em relação à imigração.

O ministro adjunto da Defesa, Al Carns, ex-militar e veterano da guerra no Afeganistão também é citado. Ele também apresenta posição divergente dentro do partido é e visto como uma das possíveis opções para o futuro da legenda.
A escolha do novo líder definirá quem comandará o governo britânico nos próximos meses e qual direção o Partido Trabalhista adotará após a saída de Starmer. O processo deve mobilizar diferentes alas da sigla.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/quem-pode-substituir-keir-starmer-como-novo-primeiro-ministro-do-reino-unido/

