O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou o Irã neste sábado (27) e disse que a nação persa “deixará de existir” se Washington decidir “concluir militarmente” o confronto no Oriente Médio. A fala saiu em publicação na Truth Social após o Exército dos EUA realizar novos ataques contra alvos militares iranianos nos arredores do Estreito de Ormuz.
Trump afirmou que o Irã violou o acordo de cessar-fogo firmado inicialmente em 7 de abril e reforçado por um memorando de 14 pontos em 17 de junho. “Aeronaves dos Estados Unidos acabaram de atacar locais de armazenamento de mísseis e drones iranianos, além de estações de radar costeiras, por violarem o Acordo de Cessar-Fogo, mais uma vez”, escreveu.
O Comando Central dos EUA, o Centcom, anunciou a operação e disse que as forças americanas cumpriram ordens de Trump. O órgão classificou os ataques como “resposta direta à contínua agressão iraniana”.
Na mesma publicação, Trump elevou a ameaça contra Teerã. “Pode chegar um momento em que não seremos mais capazes de ser razoáveis e seremos forçados a concluir militarmente o trabalho que começamos com tanto sucesso. Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir”, afirmou.
Ataques em Ormuz e disputa sobre o cessar-fogo
Segundo o Exército dos EUA, o Irã atacou com drones uma embarcação na quinta-feira (25/6), episódio que Washington aponta como quebra do cessar-fogo. Na sexta-feira (26/6), os EUA afirmaram que realizaram o primeiro ataque contra alvos iranianos em Ormuz desde a trégua.
O Centcom também afirma que o Irã revidou e atacou o navio-tanque M/T Kiku neste sábado, às 4h30 pelo horário da Costa Leste dos EUA. Segundo Washington, a embarcação tinha bandeira do Panamá, navegava perto do Estreito de Ormuz e transportava mais de 2 milhões de barris de petróleo bruto.
A trégua firmada em 17 de junho incluiu um memorando de entendimento com 14 pontos. O texto previa fim das operações militares, respeito à soberania, prazo para um acordo definitivo, retirada do bloqueio naval, reabertura do Estreito de Ormuz, plano de reconstrução econômica, fim gradual das sanções, compromissos nucleares, exportação de petróleo, liberação de ativos congelados, mecanismo de monitoramento, negociações finais e aval da ONU.
O Estreito de Ormuz concentra uma parte relevante do comércio global de petróleo, com 20% a 25% da produção mundial passando pela rota em condições normais. O acordo não deixa claro se Teerã poderá cobrar taxas de navios; Trump afirmou que a travessia permaneceria gratuita, enquanto o Irã disse que teria direito de cobrar das embarcações. O Centcom diz que o trânsito comercial continua na região e que as forças americanas “permanecem vigilantes, letais e prontas”.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/trump-diz-que-ira-deixara-de-existir-apos-novos-ataques-dos-eua-perto-de-ormuz/

