“Derrotar a extrema direita e desenvolver o Brasil”, convoca Manuela Mirella, eleita presidente da UBM

A União Brasileira de Mulheres (UBM) realizou no último fim de semana (27 e 28) seu 12º Congresso Nacional e elegeu Manuela Mirella para presidente da entidade até 2029.

Nos dois dias de debates, delegadas de todas as regiões do país se debruçaram e aprovaram pautas sobre os desafios do movimento de mulheres no enfrentamento à extrema direita, à violência contra as mulheres, ao crescimento do feminicídio, e às desigualdades sociais.

O Congresso aprovou diversas resoluções e moções em defesa da soberania nacional, da democracia, de políticas públicas voltadas às mulheres e por um projeto de desenvolvimento para o Brasil.

Nadia Campeão, presidente nacional do PCdoB, durante ato político do Congresso. Foto: Roberta de Carvalho

“Se o sistema e essa estrutura acharam que não haveria mulheres corajosas para enfrentar e apresentar um novo projeto de país, está aqui a União Brasileira de Mulheres para derrotar a extrema direita e apresentar um projeto de felicidade para o Brasil”, declarou Manuela Mirella no encerramento do Congresso.

O encontro também debateu uma plataforma eleitoral para 2026 e a ampliação da participação feminina nos espaços de poder. Entre as propostas aprovadas estão o fortalecimento da atuação da UBM nas eleições deste ano, com candidaturas comprometidas com a agenda feminista, e a criação de um fórum permanente de parlamentares da UBM.

O Congresso homenageou lideranças femininas que ajudaram a construir a UBM desde a sua fundação, como Ana Rocha, Jandira Feghali, Jô Moraes, Jussara Cony, Leci Brandão, Liege Rocha, Lúcia Antony e Mary Castro, entre outras.

O evento também prestou homenagem a Márcia Campos, que luta pela democracia e causa das mulheres desde a década de 70. Márcia atuou em diversas entidades populares, como a Confederação Nacional das Associações de Moradores (CONAM) e sindicatos, foi fundadora e presidente da Federação de Mulheres Paulistas, membro do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher e presidente da Federação Internacional Democrática de Mulheres (Fdim) por dois mandatos, além de ser membro do Comitê Central e da comissão política do PCdoB.

“Sua atuação consolidou pontes entre os movimentos de mulheres do Brasil e de diversos países do mundo”, destacou a UBM.

Marcia Campos, ao lado de Lidia Correa e Ana Maria, dirigentes da FMP, rfoi homenageada pelo seu histórico de luta em defesa das m ulheres. Foto: FMP

Outra homenageada foi Vanja Andrea, que esteve à frente da UBM por dez anos. Após a eleição da nova diretoria, Vanja passou o cargo para Manuela Mirella ao som de “Maria Maria”, de Milton Nascimento e Fernando Brant, enquanto um vídeo preparado pelas companheiras destacou sua trajetória nos momentos mais importantes da entidade, em defesa da democracia e dos direitos das mulheres.

De acordo com a entidade, a nova diretoria da UBM, com Manuela Miranda à frente, “reafirma a defesa da democracia, da soberania nacional e da participação das mulheres como eixo central da construção de um projeto de país mais justo e igualitário”.

Fonte: https://horadopovo.com.br/derrotar-a-extrema-direita-e-desenvolver-o-brasil-convoca-manuela-mirella-eleita-presidente-da-ubm/