Imagens registradas no sábado (27) revelam a dimensão da destruição provocada pelos terremotos que atingiram a Venezuela nos últimos dias. Em La Guaira, região declarada pelo governo como “zona de desastre”, corpos de vítimas foram organizados em filas enquanto aguardavam processos de identificação pelas equipes responsáveis.
As cenas mostram o trabalho contínuo de equipes de resgate e profissionais da saúde, que atuam no local com equipamentos de proteção. Os corpos são colocados em sacos mortuários, enquanto moradores acompanham a movimentação das autoridades em busca de informações sobre familiares desaparecidos.
A estrutura emergencial montada na região tem como objetivo dar suporte ao alto volume de vítimas localizadas desde os tremores. Bombeiros, militares, policiais e voluntários seguem atuando entre os escombros na tentativa de encontrar sobreviventes e localizar novas vítimas.
O governo da Venezuela decretou “zona de desastre” em La Guaira após a sequência de terremotos que atingiu o país. O anúncio foi feito pela presidente interina Delcy Rodríguez, que classificou a situação como uma tragédia nacional e afirmou que o número de vítimas ainda pode aumentar conforme avançam as operações de busca.
Terremotos na Venezuela – Filas de corpos aguardam identificação na Venezuela. São vítimas dos dois fortes terremotos que atingiram parte do país na semana passada.
Os corpos foram reunidos em uma instalação governamental em La Guaira, a cidade mais afetada pelos tremores. As… pic.twitter.com/YC87tYDroY
— g1 (@g1) June 29, 2026
Segundo informações oficiais, mais de 100 edifícios desabaram na região mais afetada, o que deixou milhares de pessoas desabrigadas e agravou o colapso da infraestrutura local. Equipes também trabalham para restabelecer serviços essenciais, como energia elétrica, abastecimento de água e acesso viário.
O balanço mais recente divulgado pelo governo indica 1.719 mortos, além de 5.034 feridos e 15.866 pessoas fora de casa após os desastres. Os terremotos tiveram magnitude de 7,1 e 7,5 e foram registrados na quarta-feira (24/6), com epicentro próximo à cidade de Morón, no norte do país.
O segundo abalo ocorreu pouco depois do primeiro, ampliando os danos estruturais em diversas regiões. De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o primeiro tremor ocorreu a cerca de 21 quilômetros de profundidade, o que contribuiu para a intensidade sentida nas áreas próximas ao epicentro.
O impacto também foi registrado em regiões da Colômbia, segundo o Serviço Geológico Colombiano (SGC). Após os tremores, o Centro de Alerta de Tsunamis dos Estados Unidos chegou a emitir aviso para áreas costeiras em um raio de até 300 quilômetros do epicentro, incluindo regiões próximas a Porto Rico e às Ilhas Virgens Americanas.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/zona-de-desastre-corpos-sao-organizados-em-filas-apos-terremotos-devastadores/

